Carla Ayres (PT-SC) e Rosa Amorim (PT-PE) falam sobre o tema na produção “Nossas lutas, Nossas Vozes”

A partir de entrevistas com figuras proeminentes, o filme aborda o fenômeno da violência política de gênero
O tema da violência política de gênero e raça é o mote do documentário ‘Nossas Lutas, Nossas Vozes’ , que revela os efeitos da prática na trajetória profissional e no cotidiano de 11 lideranças políticas femininas, especialmente em sua saúde física e mental. O documentário traz um olhar crítico sobre as raízes dessa violência e fatores sociais que a perpetuam. Entende-se por violência política de gênero toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher.
A produção é fruto de um projeto de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), e conta com a participação das vereadoras Rosa Amorim (PT-PE) e Carla Ayres (PT-SC), e da 1ª Suplente a deputada Federal do DF, drag queen, produtora cultural, pedagoga, Ruth Venceremos. Participam também mulheres parlamentares de outras siglas, o que deixa claro que não importa a coloração do partido para que a mulher seja vítima do crime. Assista ao trailer aqui.
“Nossas lutas, nossas vozes’ mergulha nas experiências desafiadoras de 11 lideranças políticas de diferentes partidos e regiões do país. A partir de entrevistas com figuras proeminentes, o filme aborda o fenômeno da violência política de gênero, que está presente em silenciamentos, assédios, ameaças, entre outras manifestações. A narrativa revela efeitos dessas violências na trajetória política e no cotidiano destas lideranças, especialmente na saúde física e mental”, diz a sinopse do vídeo.
O lançamento ocorre neste dia 13 de maio na Cinemateca do MAM, às 18h30, no Rio de Janeiro. Depois, o documentário poderá ser conferido no canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube, e na Fioflix, plataforma de streaming de filmes e vídeos da Fiocruz.
“Estou aqui para ser essa voz de combate à violência”
Em 2022, durante trabalhos na Câmara Municipal de Florianópolis (SC), a vereadora Carla Ayres foi vítima de assédio por parte do vereador Marquinhos da Silva, do então PSC.
Para a parlamentar, o tema da violência política de gênero não se restringe a apenas às mulheres que estão na política institucional formal, eletiva, ou seja, vereadoras, deputadas, senadoras, ou aquelas que estão em espaços partidários. Ela defende que é preciso entender a violência política de gênero afeta mulheres em outras esferas, como lideranças sindicais, de movimentos sociais, de conselhos, e até em espaços de gestão pública. “Essa violência de forma mais hostil ou subjetiva ou velada, ela toca todas essas mulheres”, afirma.
“Nós que estamos nesses espaços e visibilizamos essas violências, estamos ali para combatê-las, portanto não vamos nos calar diante delas. Quando a gente tem voz, que foi o meu caso específico, de algumas violências que sofri no âmbito da Câmara Municipal, se eu estou aqui para ser essa voz de combate à violência, eu tenho que me levantar contra ela para que essas mulheres vejam que não estão sozinhas e que também tem meios de tentar romper outros ciclos de violência que as mulheres na sociedade de modo geral estão”, revelou a vereadora de Florianópolis.
Maioria da população, minoria nos espaços de poder
No Brasil, são as mulheres a maior parcela da população, bem como a maioria do eleitorado. E, paradoxalmente, são elas a minoria nos espaços de poder, chegando a ocupar apenas 18% dos cargos eletivos. O que deixa evidente que há um problema real de representatividade e de falha na democracia brasileira.
Tipificada como crime por meio da lei 14.192/21, a modalidade de violência consiste em um fenômeno preocupante que afeta mulheres em posições ou engajadas em atividades políticas, sejam aquelas tanto da esquerda quanto da direita. Não importa o campo político, se for mulher, ela está sujeita a sofrer com a VPG. Essa forma de violência prejudica a participação igualitária e compromete a democracia.
A lei ainda incluiu no Código Eleitoral o crime de assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato eletivo, informa a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.
Pela lei, este tipo de crime será punido com pena de reclusão, de 1 a 4 anos, e multa. A pena será aumentada em 1/3 (um terço) se o crime for cometido contra mulher gestante; maior de 60 anos; e com deficiência. Os crimes de calúnia, difamação e injúria durante a propaganda eleitoral também tiveram penas aumentadas em 1/3 até metade caso envolvam menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia; ou praticados por meio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
Lula manda mensagem aos empresários: “Investir em educação é apostar no futuro da empresa, dos profissionais e do País”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que investimentos em educação precisam ser vistos como estratégia de desenvolvimento e não como custo, durante a inauguração da Escola Técnica Roberto Rocca, construída pela siderúrgica Ternium em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. “Investir em educação é necessário. Não contabilize…
-
Trump diz que Cuba “vai cair em breve”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que Cuba “vai cair em breve”, ao comentar sua avaliação sobre a situação política da ilha e a possibilidade de negociações com Washington. A declaração foi dada em entrevista à CNN, enquanto o presidente falava sobre o que considera avanços militares de seu governo. Trump…
-
‘Em eleições não se escolhe adversários, mas sim aliados’, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as disputas eleitorais devem ser construídas com base em alianças políticas e não com foco nos adversários. A declaração foi dada ao comentar o cenário eleitoral do estado do Rio de Janeiro em entrevista ao jornal O Dia. Na conversa, Lula reafirmou apoio político ao prefeito…


