Chanceler Mauro Vieira confirmou à Al Jazeera que o país será parte do processo na Corte Internacional de Justiça da ONU
O governo brasileiro oficializou sua decisão de aderir à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), órgão das Nações Unidas. A informação, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, foi revelada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em entrevista concedida à emissora Al Jazeera, do Catar.
A ação, que acusa Israel de cometer genocídio contra o povo palestino durante os ataques na Faixa de Gaza, será reforçada pela entrada do Brasil como terceira parte no processo. O movimento é simbólico e deve gerar reações significativas do governo israelense, além de potencializar os atritos já existentes com a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem pressionado países alinhados ao apoio à causa palestina.
Um diplomata brasileiro ouvido pela reportagem afirmou que, no entendimento do Itamaraty, Israel “deixa claro que vai continuar desprezando a diplomacia, fazendo o que bem entende contra os civis palestinos”. Segundo ele, essas ações não se restringem à Faixa de Gaza, mas também têm ocorrido na Cisjordânia, “que nunca teve nada a ver com o Hamas”. Diante disso, afirmou, “chegou a hora” de o Brasil adotar uma postura mais incisiva em outras frentes.
Durante a entrevista, Mauro Vieira foi questionado sobre a demora do Brasil em oficializar a adesão à ação, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já ter sido veemente em diversas ocasiões ao acusar Israel de praticar genocídio. “Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo”.
A jornalista da Al Jazeera lembrou que a ação sul-africana está em curso há dois anos e questionou os motivos para a decisão brasileira ter demorado tanto. Vieira explicou: “Nós fizemos enormes esforços para chamar por negociações. Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional”.
Na semana anterior, a África do Sul apresentou nova petição à CIJ, na qual acusa o governo israelense de intensificar os ataques e levar o conflito a “uma nova e horrenda fase”. Israel, por sua vez, continua negando qualquer violação às leis internacionais em sua atuação militar em Gaza.
Com informações do brasil247
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