Início ECONOMIA Governo Lula prepara relatório sobre PIX e desmatamento para evitar novas sanções dos EUA
ECONOMIAGoverno

Governo Lula prepara relatório sobre PIX e desmatamento para evitar novas sanções dos EUA

Compartilhar
Compartilhar

Documento será enviado a Washington para responder acusações de Donald Trump e tentar conter impacto do tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica as ações para enfrentar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e busca evitar que novas barreiras comerciais sejam aplicadas. Segundo reportagem de O Globo, após recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e anunciar um pacote emergencial de apoio a setores mais afetados, a próxima etapa será o envio, na próxima segunda-feira (18), de um relatório detalhado a Washington.

O documento responderá aos questionamentos levantados pelo presidente americano Donald Trump, que acusa o Brasil de adotar “práticas desleais de comércio”. A meta é evitar novas medidas protecionistas, que podem ampliar os prejuízos já provocados pela decisão norte-americana de elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros desde julho.Play Video

Pressão da Seção 301 e temas na mira dos EUA

O caso ganhou força após o governo dos EUA abrir, em 9 de julho, uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio, dispositivo usado para apurar práticas consideradas anticompetitivas. Entre os pontos citados estão o combate ao desmatamento ilegal, a regulação de serviços digitais, o combate à corrupção, tarifas preferenciais e o prazo para registro de patentes de medicamentos.

Nem mesmo o PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, escapou do escrutínio. Os americanos também citaram as vendas informais na rua 25 de Março, em São Paulo. Técnicos brasileiros argumentarão que o PIX ampliou a inclusão financeira e fomentou negócios sem prejudicar as empresas de cartão de crédito dos EUA.

Estratégia brasileira e riscos de retaliação

Embora tenha instrumentos legais para retaliar Washington — como elevar tarifas sobre produtos americanos ou suspender licenças de propriedade intelectual — o Planalto avalia que adotar medidas de reciprocidade agora poderia “ser um tiro no pé”, afetando empresas nacionais que dependem de insumos importados dos EUA.

Entre as respostas preparadas está a promessa de reduzir, até 2026, o prazo de registro de patentes de medicamentos de até sete anos para dois anos. Também serão apresentados dados sobre ações efetivas no combate ao desmatamento.

Próximos passos e pacote de socorro

A expectativa é que, após o envio do relatório, negociadores dos dois países se reúnam em audiência pública no início de dezembro. Caso o Escritório de Comércio dos EUA (USTR) conclua que o Brasil mantém práticas anticompetitivas, novas barreiras poderão ser aplicadas — um processo que deve se estender por pelo menos um ano.

Enquanto isso, o governo Lula já lançou um plano de socorro às empresas afetadas pelo tarifaço, com linhas de crédito subsidiado e compras governamentais de produtos que perderam mercado nos EUA, incluindo alimentos. As medidas foram publicadas em medida provisória e aguardam análise do Congresso Nacional.

Com informações do Brasil 247

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Artigos Relacionados

Petróleo sobe 28% na semana

Tensão em Ormuz faz preço do barril tipo Brent, utilizado como referência...

Lula diz que Brasil tem ‘segurança jurídica’ para investimentos

Presidente participou da inauguração do hub da empresa aérea Gol, no aeroporto...

Fazenda dá primeiro passo para regulamentação do mercado de carbono

Secretaria do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda anuncia entidades selecionadas...

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), em votação unânime, o acordo...