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Condenação de Bolsonaro tira apelo para Tarcísio em 2026. Entenda

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Caciques apontam que aumento do prazo de inelegibilidade do ex-presidente tira caráter do “agora ou nunca” para o governador de SP em 2026

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tornou inócuo um dos apelos para Tarcísio de Freitas (Republicanos) abandonar o governo de São Paulo e concorrer à Presidência da República já em 2026. O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou o prazo de inelegibilidade do ex-mandatário, o que tira o caráter do “agora ou nunca” para o gestor paulista apostar todas as suas fichas numa disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), considerado um candidato forte, até por tentar a reeleição.

Até ser condenado na última quinta-feira (11/9) pela Suprema Corte por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro estava inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Agora, o ex-presidente, mesmo anistiado e no melhor dos cenários considerando as mudanças na Lei da Ficha Limpa, poderia tentar voltar a se candidatar somente em 2034.

Até então, aliados apontavam que em 2030 Bolsonaro poderia tentar voltar ao Planalto. Por isso incentivavam Tarcísio a trocar “o certo pelo duvidoso” — uma reeleição considerada encaminhada em São Paulo por uma disputa dura contra Lula — e concorrer à Presidência já em 2026. Agora, líderes de direita indicam que o governador poderia muito bem ser reeleito para mais mandato no Palácio dos Bandeirantes e alçar voos maiores na eleição seguinte, visto que seu padrinho seguirá inelegível.


A composição do “núcleo crucial” da trama golpista, julgado e condenado pelo STF:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
  • Augusto Heleno, general do Exército ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (delator);
  • Jair Bolsonaro, capitão do Exército e ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.

Um dos fatores apontados por esse grupo que defende mais “paciência” é que a esquerda não tem sucessores competitivos para Lula. A avaliação é que o PT não tem alternativas e tende a brigar com qualquer nome que tente se colocar à disposição para o cargo. Nesse sentido, o caminho estaria aberto para a direita concentrar forças em Tarcísio em 2030.

Inelegibilidade de Bolsonaro

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022. Outros seis aliados pegaram penas que variam de 16 a 26 anos, com exceção do delator Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens da Presidência foi condenado a dois anos em regime aberto.

Além da pena de prisão, a Primeira Turma do STF tornou inelegíveis por oito anos sete dos oito réus condenados no processo da trama golpista, incluindo Bolsonaro. Dessa forma, ele poderia poderia voltar a disputar eleições somente em 2062, já que a restrição passaria a ser contada após o término da pena. A anistia, nesse sentido, poderia antecipar esse prazo.

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