Além das mudanças de dirigentes, há um plano de capital que prevê aporte financeiro do GDF para socorrer o banco
O BRB — Banco de Brasília S.A convocou acionistas e avisou ao mercado em geral sobre a Assembleia Geral Extraordinária, marcada para 5 de fevereiro de 2026, às 10h. Na pauta, a destituição de dois integrantes do Conselho Administrativo. Em 19 de fevereiro, ocorrerá outra assembleia para eleger os substitutos. O comunicado foi assinado, na noite de terça-feira, pelo presidente do banco, Nelson de Souza.
O BRB informou ainda que recebeu oficialmente da governadora em exercício, Celina Leão, as indicações para a nova composição do conselho. O banco está repassando aos investidores os nomes e os currículos dos indicados.Play Video
O acionista controlador, no caso o GDF, fez as seguintes indicações: Edison Garcia para a presidência do conselho no lugar de Marcelo Talarico, que se negou a renunciar ao mandato. Garcia é presidente da CEB Holding desde 2019. Joaquim Lima de Oliveira foi indicado em substituição a Luis Fernando de Lara Resende; e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré para ocupar uma cadeira que já estava vaga.
Reforço financeiro
Em meio às apurações de possível prejuízo em consequência de operações com o Banco Master, o BRB informou que “tem pronto um plano de capital”, e que, entre as opções de emergência, prevê aporte direto de recursos do controlador da instituição, no caso, o Governo do Distrito Federal. O BRB afirmou que o Palácio do Buriti já “sinalizou com essa possibilidade”. O Banco de Brasília acrescentou que há outros instrumentos que também possibilitam a recomposição do capital do banco.
Possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pelo escritório de advogados Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll. Mas o BRB reforça que “permanece sólido, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais”.
Bloqueio de bens
A segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã de ontem, reacendeu as expectativas do BRB de não levar calote nas operações com carteiras de crédito do Master. O Banco de Brasília afirmou que o bloqueio de bens dos ex-dirigentes do Master “amplia as chances de devolução dos recursos ao BRB, fortalecendo as medidas de recuperação.”
Na segunda-feira, houve uma reunião com o liquidante do Master. “Avançando nas tratativas para reaver recursos que pertencem à instituição”, informou o BRB.
Operação da PF bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens e valores e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Daniel Vorcaro e de familiares dele. Também foram alvos da operação o empresário e investidor Nelson Tanure, Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, e João Carlos Mansur, ex-presidente e fundador da gestora de fundos Reag Investimentos.
Com informações do Metrópoles
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