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Palácio do Planalto busca a neutralidade dos partidos de centro-direita em 2026

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Governo Lula tenta consolidar apoio no congresso e evitar debandada nas próximas eleições

247 – Em um movimento estratégico para as eleições de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Partido dos Trabalhadores (PT) estão focados em garantir a neutralidade de importantes partidos de centro e de direita. Essa iniciativa surge em um momento de crescente descontentamento e manifestações de infidelidade por parte de legendas como União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB, hoje parte da base governista. O objetivo primordial é evitar que esses partidos, cruciais para a governabilidade no Congresso, ofereçam apoio formal à chapa do campo bolsonarista. As informações, reporttadas pela Folha de S.Paulo, revelam a complexidade das articulações políticas em curso.

A ideia vai além da mera declaração de neutralidade. O plano do governo inclui o reforço do apoio em nível regional, contando com lideranças dessas siglas, mesmo que haja uma coligação oficial com adversários de Lula. Essa mudança de tática é um reflexo direto das transformações no cenário político. Recentemente, havia expectativas de que MDB e PSD pudessem indicar o vice na chapa de Lula para uma possível reeleição. No entanto, essa possibilidade é agora considerada improvável, tanto nos partidos envolvidos quanto no próprio governo e no PT.

A popularidade do presidente tem sido um fator determinante nessa redefinição estratégica. Uma pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (12), indicou uma interrupção na recuperação da avaliação de Lula. De acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados desaprovam o petista, enquanto apenas 28% o aprovam, mantendo o que se considera o pior desempenho em termos de aprovação em seus três mandatos. Esse cenário, somado ao desgaste da relação com o Congresso em meio a crises como as do Pix, do INSS e do IOF, tem forçado o governo a recalibrar suas expectativas.

Neutralidade já basta

Para os estrategistas do governo, na ausência de uma recuperação significativa na popularidade de Lula, a neutralidade total ou parcial dos cinco partidos já seria um resultado considerável. Essa abordagem ecoa a experiência do segundo turno das eleições de 2022, quando Lula enfrentou o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Naquele pleito, apesar de nenhuma das cinco legendas ter apoiado formalmente o PT — PP e Republicanos, inclusive, estavam na chapa de Bolsonaro —, Lula conseguiu o apoio de importantes alas dessas siglas. Um exemplo notável foi a adesão da hoje ministra Simone Tebet (Planejamento), que disputou o primeiro turno pelo MDB e se tornou uma figura-chave na campanha vitoriosa.

Atualmente, um padrão similar emerge. Embora muitos desses partidos manifestem oposição ao governo em diversas pautas, facções internas permanecem alinhadas ao PT e devem compor o palanque de Lula, independentemente da decisão formal de suas legendas. No MDB, os grupos políticos ligados a Simone Tebet, ao governador Helder Barbalho (PA) e ao senador Renan Calheiros (AL) tendem a apoiar o presidente. O PT já considera certo o apoio do ministro Silvio Costa Filho (Portos), do Republicanos, a Lula.

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), do PSD, declarou publicamente seu engajamento com a campanha de reeleição do petista. Integrantes do governo também contam com o apoio de outros nomes do PSD, como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (MG), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o senador Otto Alencar (BA) e o líder do partido na Câmara, Antonio Brito (BA). No PP, além do ministro André Fufuca (MA), especula-se o apoio do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (AL), que, apesar de suas críticas ao Executivo, descarta uma ruptura com o Planalto neste momento.

Mesmo no União Brasil, considerado um dos partidos mais voláteis da base, o governo alimenta esperanças de apoio duradouro. O principal nome é o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), visto como um pilar para a permanência da sigla no governo. O ministro Celso Sabino (Turismo), deputado federal licenciado do União Brasil, já afirmou publicamente que trabalhará pelo apoio do partido a Lula em 2026. O ex-ministro Juscelino Filho (MA) também é considerado um aliado dentro da sigla.

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