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PT cobra do CNMP investigação de Dallagnol e Pozzobon por usarem Lava Jato para ganhar dinheiro

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No pedido protocolado no Conselho Nacional do Ministério Público, as bancadas do PT na Câmara e no Senado pedem providências imediatas do Conselho, inclusive com o afastamento dos procuradores por 120 dias para a apuração das denúncias de que montaram plano para ganhar dinheiro às custas da Lava Jato

As bancadas do PT no Congresso Nacional ingressaram no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com Reclamação Disciplinar contra os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, e Roberson Pozzobon, por uma série de irregularidades praticadas por eles e reveladas pela Vaza Jato, incluindo o “plano de negócios para lucrar com a fama” da operação baseada em Curitiba.

Na ação, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e os líderes na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Humberto Costa (PE), afirmam que as denúncias publicadas nesse domingo, 14, na Folha de S. Paulo e do The Intercept Brasil, são “gravíssimas” e merecem providências imediatas do Conselho, inclusive com o afastamento dos procuradores por 120 dias para a apuração das denúncias.

Segundo a revelação da Folha e do Intercept, Dallagnol e Pozzobon discutiram estratégias para ganhar dinheiro fazendo eventos e lucrar com fama da Lava Jato. pelo diálogos revelados, os procuradores montaram plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações da Lava-Jato.

“Dallagnol discutiu criar empresa sem ser sócio, para evitar questionamentos legais e críticas, para arrecadar com palestras, que segundo ele ia “promover cidadania”, conformes diálogos obtidas pelo The Intercept Brasil.

Diante das denúncias, Pimenta, Gleisi e Humberto pedem na ação, além da instauração do processo administrativo disciplinar contra Dallagnol e Pozzobon, que a PGR investigue as empresas Star Palestras e Eventos, Polyndia e Conquer. É fundamental, segundo petistas, que as empresas informem sobre as suas relações com os procuradores, em especial sobre reuniões e contatos mantidos sobre os eventos e sobre tratativas para estabelecimento de parceria comercial com os Dallagnol e Pozzebon.

Os petistas pedem ainda a averiguação da existência de contratos de prestação de serviços entre eles, os termos do contratos, valores, datas e descrições de serviços, além da apresentação de cópias dos contratos e comprovantes de pagamentos realizados em favor dos procuradores e o balanço contábil e financeiro dos últimos cinco anos. (Com informações do PT na Câmara)

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