Interrupção em repasses foi feita porque Banco Master não conseguiu comprovar assinaturas em contratos de consignados
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, informou nesta sexta-feira (16/1) que os repasses de empréstimos consignados ao Banco Master estão bloqueados. O motivo é a suspeita de irregularidades.
Aproximadamente R$ 2 bilhões, relativos a cerca de 254 mil contratos, estão sob investigação do INSS. Esses valores seguem retidos e só poderão ser liberados caso seja comprovada a regularidade das operações.
O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) no dia 18 de novembro de 2025. O INSS ainda tenta com o liquidante resolver a situação, antes de decidir se cancela de vez os contratos.
A fala do presidente do INSS foi repassada ao Metrópoles em um áudio enviado pela assessoria do instituto. Na gravação, Waller Júnior acrescenta que os contratos com o Master foram interrompidos bem antes da liquidação.
“Os contratos com o Banco Master novos já estão suspensos desde setembro. O repasse desse valor está paralisado para o Banco Master. Mas a gente tentou, ainda antes da liquidação, que o Banco Master comprovasse a assinatura daqueles que fizeram o crédito consignado”, afirmou.
Waller Júnior explica que o INSS solicitou ao Master, por três vezes, que comprovasse a assinatura dos contratados dos pensionistas e aposentados que teriam feito o crédito consignado. No entanto, isto não foi realizado.
“Os contratos que eles [Banco Master] juntaram para a gente não diz nada. Não diz taxa de juros, não diz custo efetivo da transação. e pior, não tem a comprovação da assinatura do nosso aposentado e pensionista”, completou.
Por causa da falta de consistência dos documentos, o presidente do INSS disse que foi tomada a decisão de suspender os repasses.
Agora, o INSS tenta contato com o liquidante do Banco Master para realizar uma reunião e verificar se é possível comprovar a assinatura nos contratos. “Não comprovando, o INSS vai cancelar o crédito consignado e esse valor que foi retido volta aos braços, ao bolso do nosso aposentado e pensionista”, explicou o presidente.
O Banco Central determinou como liquidante do Master a EFB Regimes Especiais e Empresas, que tem como responsável técnico Eduardo Félix Bianchini.
A liquidação
A liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central, em 18 de novembro de 2025, no âmbito de investigações que apontaram suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira liquidada, sustentam que o Master “sempre atuou em estrita observância às normas e aos procedimentos estabelecidos pelo INSS”. A declaração acrescenta que a instituição cumpre, para a concessão de crédito consignado, “os requisitos de formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento”.
Com informações do Metrópoles
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