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Pimenta representa o PT na Argentina em ato de solidariedade a Cristina Kirchner

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Cristina Kirchner, tal qual Lula, enfrenta desde que saiu da Presidência, em 2015, uma perseguição política que emprega também o lawfare – o uso político do Judiciário para a concretização de objetivos políticos

Pimenta representará a direção nacional do PT no evento, que deve reunir uma multidão no centro da capital argentina.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), vai a Buenos Aires, nesta quarta-feira (18), para participar de um ato de solidariedade à ex-presidenta Cristina Kirchner, vítima de perseguição político-judicial e condenada à prisão, na semana passada. Pimenta representará a direção nacional do PT no evento, que deve reunir uma multidão considerável no centro da capital argentina, a partir das 10h.

“O PT não esquece o que as manifestações dos nossos companheiros e companheiras da Argentina, inclusive a ex-presidenta Cristina Kirchner, quando o presidente Lula foi perseguido pela operação Lava Jato no Brasil. Somos solidários a ela, nesse momento em que mais uma vez querem tirar da vida política uma grande liderança popular, assim como fizeram com Perón no seu tempo e com Lula mais recentemente. Por isso estarei no ato desta quarta-feira, que certamente será histórico!”, diz o parlamentar.

Condenação

Cristina Kirchner, tal qual Lula, enfrenta desde que saiu da Presidência, em 2015, uma perseguição política que emprega também o lawfare – o uso político do Judiciário para a concretização de objetivos políticos – e uma campanha de ódio, mentiras e violência sistemática por parte da direita em todas as suas expressões, inclusive os grandes meios de comunicação. Em setembro de 2022, a ex-presidenta chegou a ser vítima de uma tentativa de assassinato frustrada, por conta de uma falha na arma do criminoso, um militante de extrema-direita, apoiador de Javier Milei e nascido no Brasil.

Na semana passada, poucos dias após Cristina anunciar sua candidatura a deputada na província de Buenos Aires, em eleição legislativa que ocorrerá em setembro, a Suprema Corte rejeitou o último recurso pendente antes da confirmação da sentença a seis anos de prisão. Além da pena de prisão, que deverá ser cumprida no seu domicílio, por conta da sua idade, foi confirmada também a inelegibilidade eterna da líder peronista, o que os argentinos já experimentaram na história recente, com Juan Domingo Perón ficando proscrito da vida política por 18 anos (1955-1973).

A condenação imposta a Cristina Kirchner não tem uma única prova de ato criminoso que ela tenha cometido, mas foi utilizada pelos juízes e procuradores uma espécie de “teoria do domínio do fato”, largamente utilizada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa para condenar lideranças petistas no STF.

Programação

O ato de apoio a Cristina Kirchner está convocado para as 10h desta quarta-feira (18), com concentração na esquina da Avenida San Juan com a rua San José, no bairro Constitución, onde a ex-presidente vive. A marcha vai percorrer ruas e avenidas do centro da cidade e deve se estender até o final da tarde.

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