
Minérios essenciais para a produção de carros elétricos, turbinas eólicas, armas e eletrônicos de ponta, as chamadas terras raras se tornaram peça-chave na geopolítica mundial. Com informações do G1.
Embora pouco conhecidas pelo público, 17 substâncias químicas movimentam disputas entre potências como China e Estados Unidos e são tratadas como ativos estratégicos. O Brasil, que tem a segunda maior reserva global desses elementos, tenta avançar na cadeia produtiva, mas ainda depende de tecnologia estrangeira para o beneficiamento.
Atualmente, a China é responsável por cerca de 80% da produção global de terras raras e domina todas as etapas de extração, separação e refino.
O controle do setor dá ao país asiático poder de barganha em acordos comerciais. Um exemplo recente foi a negociação com os EUA, que previu a liberação temporária dos minérios em troca de redução de tarifas. Ao mesmo tempo, os americanos também fecharam uma parceria com a Ucrânia para explorar reservas em regiões afetadas pela guerra com a Rússia.

No Brasil, o desafio é transformar o potencial mineral em indústria. Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o país possui cerca de 21 milhões de toneladas em reservas, mas ainda exporta boa parte dos recursos em estado brut.
“É melhor produzir o processado, no sentido de agregação de valor. Só que tem desafios tecnológicos, de escala e competitividade”, afirma Uallace Moreira, secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Para mudar esse cenário, o governo federal lançou ações que vão desde financiamentos para empresas juniores até chamadas públicas de R$ 5 bilhões para instalação de plantas industriais.
Também há parcerias com instituições como o SENAI, que lidera o projeto MagBras, focado na produção nacional de ímãs de terras raras usados em veículos elétricos e sistemas de energia renovável.
Especialistas alertam que o momento é decisivo. Além das reservas minerais, o Brasil conta com uma matriz energética limpa e competitiva, vantagem estratégica em um setor voltado para tecnologias sustentáveis.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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