Organização criminosa atuava há mais de 10 anos no Rio e causou prejuízo estimado de R$ 30 milhões aos cofres públicos
247 – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Fraus, com o objetivo de desmontar uma organização criminosa que, segundo as investigações, há mais de uma década aplicava fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O grupo agia de forma estruturada para burlar a concessão de Benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS), utilizando documentos falsos, acessos privilegiados e manipulação da plataforma Meu INSS. Ao longo do tempo, os criminosos formalizaram 415 requerimentos fraudulentos em apenas seis meses, com um prejuízo apurado de R$ 1,6 milhão no período. No entanto, o montante total estimado de danos aos cofres públicos ultrapassa os R$ 30 milhões.
Mandados e cidades-alvo – A ação policial incluiu o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro (3), Armação dos Búzios (2), Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu. As ordens judiciais foram expedidas pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Estrutura sofisticada e profissionais cooptados – De acordo com a Polícia Federal, as investigações revelaram uma rede criminosa altamente especializada, composta por servidores públicos, gerentes bancários, profissionais gráficos e correspondentes bancários. Esses agentes usavam conhecimentos técnicos e acessos a plataformas restritas para obter dados de terceiros e dar início às fraudes, com destaque para o uso indevido da plataforma Meu INSS.
Entre os investigados, um personagem ganhou notoriedade entre os próprios comparsas. Ele era chamado de “Professor” e “Rei do Benefício”, por ser o responsável por ensinar aos demais como executar as fraudes. Os integrantes do grupo realizavam tantos requerimentos por dia que não conseguiam sequer abrir todas as contas bancárias vinculadas aos benefícios, apontou a PF. Em alguns casos, os benefícios eram suspensos por falta de movimentação.
Esquema financeiro e preço dos benefícios – O modelo de atuação envolvia pagamentos a gerentes bancários, que cobravam R$ 500 por cada conta aberta. Os benefícios fraudulentos eram vendidos a terceiros por até R$ 2.500 ou permaneciam sob o controle da própria organização, que continuava a sacar os valores.
Denúncia partiu da inteligência previdenciária – A origem das investigações foi um relatório elaborado pelo Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista no Rio de Janeiro, vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social. O documento apontava irregularidades em benefícios BPC/LOAS concedidos na Agência da Previdência Social de Arraial do Cabo (RJ).
Os envolvidos poderão responder por estelionato previdenciário, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com informações do Brasil 247
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