Presidente deu ultimato a países europeus que resistem em fechar o acordo de livre comércio com o Mercosul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (17/12), que, se o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não for assinado neste sábado (20/12), em Foz do Iguaçu (PR), ele não fará mais a tratativa enquanto estiver à frente do Palácio do Planalto.
“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente”, declarou o petista.
“Faz 26 anos que a gente espera esse acordo. O acordo é mais favorável para eles do que para nós. O [presidente da França, Emmanuel] Macron não quer fazer por causa dos agricultores deles… a Itália não quer fazer não sei por causa do quê. O dado concreto é que nós, do Brasil e do Mercosul, trabalhamos muito para aceitar esse acordo e passar uma ideia”, continuou Lula.
“Eu vou para Foz do Iguaçu na expectativa de que eles [União Europeia] digam ‘sim’ e não digam ‘não’. Mas, também, se disserem ‘não’, nós vamos ser duros daqui para a frente com eles, porque nós cedemos a tudo o que era possível a diplomacia ceder”, finalizou o presidente.
Nessa terça-feira (16/12), durante evento no Palácio do Planalto, Lula cobrou que o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra da Itália Giorgia Meloni “assumam a responsabilidade” para que a assinatura do tratado entre os blocos econômicos aconteça no sábado, durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, no Paraná, no próximo sábado (20/12).Play Video
A expectativa do governo brasileiro é de finalizar o acordo de livre comércio, que está em negociação há 26 anos. No entanto, tanto o governo francês quanto o italiano tem demonstrado resistência em relação ao tratado com receio de prejudicar o setor agrícola dos países europeus.
Nesta quarta, a premiê italiana declarou que considera “prematura” a assinatura do tratado ainda neste ano, sinalizando que não deve assiná-lo.
Acordo
Na terça, o Parlamento Europeu aprovou uma série de mecanismos de salvaguarda e medidas de proteção para o setor agropecuário do bloco. O objetivo da medida é permitir que os benefícios tarifários do bloco sul-americano possam ser suspensos temporariamente, caso a UE entenda que isso seja necessário para proteger setores do agro na Europa.
Após a aprovação das salvaguardas, os parlamentares precisam negociar um acordo com o Conselho Europeu – grupo de governos da UE, que havia aprovado a versão anterior do projeto. O órgão se reunirá ainda nesta semana, na quinta-feira (18/12) e na sexta-feira (19/12).
Originalmente publicado em Metrópoles
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