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Manifestação pró-Bolsonaro pede anistia e critica atuação do STF

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Protesto convocado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) reuniu apoiadores no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, e direcionou críticas ao STF

Com concentração em frente ao Banco Central, no Eixão Sul, manifestantes pró-Bolsonaro se reuniram, neste domingo (18/1), para protestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato foi convocado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e teve como principais bandeiras a defesa de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e críticas à condução de processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao Correio, Izalci afirmou que a mobilização popular é uma resposta ao que classificou como excessos do Judiciário. “A população não pode ficar omissa, ela tem que se manifestar. O que está acontecendo no Brasil são coisas absurdas”, disse. O senador direcionou críticas diretas ao STF e citou contratos envolvendo o Banco Master. “A gente está vendo aí a questão do Supremo Tribunal Federal. Esse contrato do Alexandre de Moraes, um Banco Master de R$ 129 milhões, R$ 3 milhões e 600 por mês, e a população não pode ficar calada”, afirmou.

O Banco Master tem sido citado por parlamentares da oposição em discursos no Congresso como parte de contratos de prestação de serviços e operações financeiras que, segundo eles, precisam de maior transparência. O tema também aparece em questionamentos apresentados em comissões parlamentares e em pedidos de apuração encaminhados a órgãos de controle, ainda sem conclusão definitiva.

Izalci também criticou a atuação do ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master no STF. Segundo o senador, decisões recentes estariam beneficiando investigados. “Agora o Dias Toffoli coloca também em sigilo todo o processo, requisitou, inclusive, aquilo que já estava na CPMI do INSS”, declarou.

No Congresso, senadores da oposição têm afirmado que a imposição de sigilo e a centralização de decisões no Supremo comprometem a transparência e dificultam a fiscalização parlamentar, argumento que tem sido usado para reforçar pedidos de revisão das penas impostas aos condenados do 8 de janeiro.

O senador levantou, ainda, preocupações sobre o estado de saúde de Bolsonaro. “O que está acontecendo com Jair Bolsonaro não é humano. Nove cirurgias, todo debilitado, e simplesmente jogam lá na Papuda”, disse Izalci. Segundo ele, a distância da unidade prisional até hospitais de referência representa risco. “Já foi alertado por alguns médicos. Então parece até que eles querem matá-lo”, afirmou.

Anistia

O senador informou ainda que articula medidas no Congresso para retomar o debate da dosimetria das penas e da anistia. “Eu inclusive encaminhei um ofício para o presidente do Congresso convocar uma reunião. Na primeira reunião, derrubar o veto da dosimetria”, disse, acrescentando que o senador Esperidião Amin já apresentou um novo projeto sobre anistia ampla, geral e irrestrita.

Presente no ato, a advogada Vanessa Catunda defendeu a participação popular e classificou os processos como perseguição política. “É um dever do cidadão que ama sua pátria defender seus valores”, afirmou. Para ela, as condenações relacionadas ao 8 de janeiro ferem garantias legais. “Todos nós sabemos, operadores do direito, que isso são crimes políticos. Rasgaram a Constituição, o Código de Processo Penal e o Código Penal”, disse.

Segundo Vanessa, a mobilização deve continuar. “Cabe a nós protestar sobre isso, e por isso que eu estou aqui”, completou.

Mobilização 

O presidente do PL Jovem do Distrito Federal, Evandro Araújo, também participou da manifestação e defendeu mudanças imediatas na situação do ex-presidente. “Estamos aqui numa caminhada pela liberdade, pela verdadeira democracia e pela justiça”, afirmou. Para ele, houve violação de direitos fundamentais. “A Constituição foi desrespeitada. No mínimo, Jair Bolsonaro deveria ter direito à prisão domiciliar, receber os cuidados necessários e ficar com a família”, disse.

Evandro reconheceu dificuldades políticas para aprovação de uma anistia ampla no curto prazo, mas afirmou que o grupo seguirá pressionando o Congresso. “O PL da dosimetria foi um primeiro passo. A composição do Congresso ainda não permite a anistia ampla, geral e restrita, mas vamos lutar”, afirmou, citando casos de condenados do 8 de janeiro como exemplos de excessos que, segundo ele, precisam ser revistos.

Durante a cobertura jornalística do evento, a reportagem do Correio chegou a ser coagida por manifestantes que não queriam conceder entrevistas, sob a alegação de que o material “poderia ser manipulado”.

Com informações do Correio Braziliense

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