Um conjunto de movimentações financeiras investigadas por autoridades brasileiras aponta que um fundo administrado pela Reag recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas associadas a esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As operações ocorreram entre 2023 e 2025 e estão sob análise da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.As informações foram reveladas pelo portal G1 e têm como base dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhados à CPI. Segundo o levantamento, os recursos foram direcionados ao Fundo Gold Style, que possui patrimônio estimado em R$ 2 bilhões, conforme registros na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o fundo é integralmente operado pela Reag, responsável por sua administração, gestão, custódia e distribuição. A empresa já é alvo de investigações da Polícia Federal por suposto envolvimento em irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Entre os principais aportes identificados, destacam-se R$ 759,5 milhões provenientes da Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis apontada como vinculada ao PCC. O alerta sobre essas movimentações foi emitido pelo Banco do Brasil em agosto de 2024, antes mesmo da deflagração de operações policiais relacionadas ao caso.
Outro repasse relevante foi de R$ 158 milhões oriundos da BK Bank, fintech investigada pela Polícia Federal como parte da estrutura financeira utilizada para lavagem de dinheiro pela organização criminosa. Além disso, a Inovanti Instituição de Pagamento transferiu R$ 175 milhões ao fundo. Essa fintech já havia sido mencionada em comunicações ao Coaf por movimentar mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas na Operação Carbono Oculto.
Os dados também indicam que o Fundo Gold Style realizou transferências de aproximadamente R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos. A companhia teve como diretor, entre 2021 e 2024, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, personagem citado nas investigações.
As autoridades suspeitam que a estrutura montada envolva uma rede de fundos com movimentações consideradas atípicas, possivelmente utilizada para inflar resultados financeiros e ocultar riscos. Há indícios de que o modelo tenha sido empregado para viabilizar esquemas de fraude e lavagem de dinheiro.
A Reag também aparece entre os alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário no setor de combustíveis atribuído a integrantes do PCC. Uma das linhas de apuração indica que a organização criminosa teria utilizado fundos com um único cotista para dificultar a identificação dos beneficiários finais e mascarar a origem dos recursos.
Com informações do Brasil247
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