O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), confirmou nesta quarta-feira (18) que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima sexta-feira (20), encerrando sua passagem à frente da equipe econômica para se dedicar a novos projetos políticos.
A saída ocorre após semanas de especulações sobre o futuro do ministro, que já havia sinalizado anteriormente a possibilidade de deixar o cargo. Em declaração no último dia 10, Haddad afirmou: “Nós (eu e Lula) estamos conversando, não está batido martelo ainda, mas nós estamos estudando a que concorrer”. A tendência é que ele seja anunciado como pré-candidato ao governo de São Paulo já nesta quinta-feira (19), durante compromissos oficiais ao lado de Lula no estado.
Agenda com Lula marca despedida
A agenda conjunta entre Haddad e o presidente inclui dois eventos em São Paulo. Pela manhã, ambos participam da Caravana Federativa, no Expo Center Norte, iniciativa do governo federal voltada ao diálogo com estados e municípios. Já no período da tarde, em São Bernardo do Campo, estarão na Universidade Federal do ABC para a cerimônia de concessão do título de Doutor Honoris Causa póstumo ao ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica.
A solenidade contará com a presença de Lucia Topolansky, companheira de Mujica, reforçando o caráter internacional do evento.
Saída e anúncio ainda indefinidos
Apesar da confirmação da saída, ainda não há definição sobre o formato do anúncio oficial de despedida de Haddad do Ministério da Fazenda. Como os compromissos fazem parte da agenda institucional do governo federal, há preocupação com eventuais implicações legais, especialmente no âmbito da Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, aliados indicam que Haddad já iniciou a organização de sua equipe política. Antes mesmo de deixar o cargo, ele passou a mobilizar auxiliares e interlocutores para compor o grupo que atuará em sua possível campanha ao governo paulista.
Pressão política e decisão estratégica
A decisão de Haddad ocorre após meses de pressão de lideranças do PT e do próprio presidente Lula para que ele dispute o Palácio dos Bandeirantes. O estado de São Paulo é considerado estratégico por ser o maior colégio eleitoral do país.
Inicialmente, Haddad demonstrava resistência à candidatura e chegou a manifestar interesse em se afastar da política institucional para se dedicar à carreira acadêmica. No entanto, acabou aceitando o desafio eleitoral.
Ex-prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016, Haddad volta ao centro do cenário político com a missão de fortalecer o campo governista no estado. Ainda não há definição sobre quem será seu candidato a vice. Internamente, circulam nomes como o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), que também é cotado para disputar o governo paulista ou uma vaga no Senado.
Com informações do Brasil247
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