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Mercado está dividido sobre indicação do Copom para o futuro da Selic

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A grande dúvida dos analistas econômicos é se o órgão do BC dará alguma orientação sobre novos aumentos da taxa básica de juros do país

Os analistas econômicos estão certos de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), vai subir a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual nesta quarta-feira (19/3). A dúvida que paira, contudo, é sobre qual sinal o órgão do BC emitirá sobre o futuro dos juros no país.

A decisão sobre a nova taxa de juros será anunciada por volta das 18h30, por meio de um comunicado do BC. O documento traz uma análise da conjuntura econômica no Brasil e no mundo. Ele pode incluir – embora isso nem sempre aconteça – indicações sobre o que o Copom fará com a Selic nas próximas reuniões do órgão – a primeira delas está marcada para maio.

Na avaliação de Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Investimentos, a tendência é que o BC anuncia uma queda do ímpeto dos juros. “Consideramos que o Copom deve indicar como mais adequada a redução do ritmo de ajuste da taxa básica na reunião de maio”, diz Goldenstein, definindo como “avançado” o atual estágio do ciclo de aperto monetário. Ou seja, os juros já estão num patamar elevado.

Indícios de desaceleração

Goldenstein observa que alguns indicadores “alimentaram a tese de que pode ocorrer uma desaceleração da economia doméstica mais acentuada do que a projetada”. “Em particular, o PIB cresceu apenas 0,2% no 4º trimestre de 2024, ante mediana das expectativas de 0,4%”, diz o economista. “E sua composição mostrou uma contração de 1,0% do consumo das famílias, após um crescimento robusto nos trimestres anteriores.”Play Video

Isso quer dizer que a economia pode estar demonstrando uma força menor, o que já não justificaria a indicação grandes apertos da política monetária. Goldenstein observa que o “real também vem apresentando uma trajetória mais benigna, em função principalmente do enfraquecimento global do dólar ao longo do ano e da reversão relevante de posições compradas em dólar futuro na B3 por parte dos investidores estrangeiros”. Isso, nota o economista, além da “queda do prêmio de risco, em resposta notadamente às pesquisas revelando forte queda da popularidade do presidente Lula”.

Sem orientação

O Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval, porém, tem uma avaliação diferente. Para ele, o Copom não fará nenhuma indicação sobre o que vai acontecer com a Selic nas próximas reuniões do Copom.

Os economistas do banco consideram que, desde a última reunião do órgão do BC, , em janeiro, as expectativas de inflação pioraram nas últimas semanas. A inflação projetada pelo Copom para o terceiro trimestre de 2026, o chamado horizonte relevante, era de 4% e, agora, segundo o Daycoval, já está em 4,2%, mais distante da meta de 3% ao ano.

Atividade duvidosa

Os dados sobre a atividade econômica, acrescenta o banco, deram sinais de arrefecimento, mas , à frente, o impacto do crescimento do agro com “potencial transbordamento sobre os demais setores da economia podem atenuar esta desaceleração”. “E embora a renda e o crédito tendam a desacelerar, ainda devem constituir apoio importante para a demanda ao longo deste ano”, afirma o Daycoval.

A expectativa do banco é que o Copom promova uma alta de 1 ponto percentual da Selic nesta quarta-feira e mais duas elevações, cada uma de 0,5 ponto percentual, no segundo trimestre. A Selic iria então a 15,25% ao ano, patamar no qual permaneceria até o fim deste ano. O retorno dos cortes de juros, apontam os economistas da instituição financeira, só deve ocorrer em 2026.

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