Bolsonaristas foram às ruas neste domingo (19) não apenas pedir o fim do isolamento social, contrariando a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também com o objetivo de protestar em favor do AI-5, que, em 1968, resultou no fechamento do Congresso, na intervenção em estados e em municípios, cassações de mandatos e em mais tortura e censura.
“Os corruptos, ladrões, estão assaltando a nação, as pessoas estão morrendo de fome, ficando desempregadas. Queremos o AI-5 e Bolsonaro no poder”, afirma um rapaz em Fortaleza (CE).
Conhecido por posições extremistas, o próprio Jair Bolsonaro já fez apologia à Ditadura Militar (1964-1985) e classificou como “herói nacional” o ex-chefe do DOI-CODI coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) também defendeu o AI-5, em outubro do ano passado, argumentado que a esquerda poderia radicalizar na oposição ao governo do seu pai. “Tudo é culpa do Bolsonaro. Se a esquerda radicalizar neste ponto, a gente vai ter que dar uma resposta. Uma resposta que pode ser um novo AI-5. Alguma resposta será dada “, disparou ele.
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