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Armas furtadas do Exército foram oferecidas ao Comando Vermelho por R$ 180 mil cada

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O recente roubo de 21 metralhadoras de grosso calibre do quartel de Barueri, localizado na Grande São Paulo, tomou um rumo alarmante quando as armas foram oferecidas ao Comando Vermelho, maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

De acordo com informações obtidas pelo g1, a Polícia Civil do RJ teve acesso a um vídeo que também foi encaminhado para o Exército, exibindo quatro dessas metralhadoras. Essas imagens já foram incluídas no Inquérito Policial Militar em andamento para investigar o desvio dessas armas.

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As investigações indicam que a oferta dessas armas ocorreu aproximadamente um mês após o feriado de 7 de setembro. O grupo responsável pelo furto das metralhadoras solicitou o pagamento de R$ 180 mil por cada uma delas.

Desde que o roubo foi divulgado ao público, em 10 de outubro, o Exército tem intensificado os esforços para localizar e recuperar as 13 metralhadoras calibre ponto 50 e as 8 metralhadoras calibre 7,62 que foram levadas do quartel.

Somando-se, essas armas pesam cerca de 500 quilos, e há suspeitas de que tenham sido furtadas de forma gradual ao longo do tempo.

Até o momento, aproximadamente 50 militares prestaram depoimento sobre o ocorrido. Na unidade, cerca de 160 militares estão retidos, impedidos de sair do quartel.

Cartaz de busca pelo traficante Corolla
Traficante que antes era conhecido como Chacota de Manguinhos teria recebido ligação com oferta de metralhadora – Reprodução

A oferta das metralhadoras .50 foi direcionada ao traficante William de Souza Guedes, conhecido como “Corolla”, atual líder do Complexo de Manguinhos, localizado na Zona Norte do Rio.

Ele é uma figura de confiança dos chefes da facção Comando Vermelho e possui nove mandados de prisão em seu nome, incluindo um pela morte do policial militar Daniel Henrique Mariotti no início de 2019.

Ao receber a oferta, Corolla entrou em contato com Wilton Carlos Rabelho Quintanilha, também conhecido como “Abelha”, apontado pela polícia como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade. As autoridades estão investigando se o negócio foi consumado ou se permaneceu como uma oferta à facção.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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