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Lula ampliou seu poder em relação ao centrão, diz Celso Rocha de Barros

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Presidente inicia demissões de indicados infiéis e reduz capacidade de chantagem de partidos que se alinham a Tarcísio de Freitas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou seu poder de barganha em relação ao centrão e iniciou a demissão de indicados de partidos que ocupavam cargos no governo, mas atuavam politicamente contra o Planalto. A análise é do colunista Celso Rocha de Barros, publicada na Folha de S.Paulo.

Segundo Rocha de Barros, esses postos foram entregues a partidos de direita que hoje votam contra o governo no Congresso e devem apoiar Tarcísio de Freitas na eleição presidencial de 2026. O colunista compara o cenário a uma situação inversa: como se, no governo de Jair Bolsonaro, ministros do PCdoB trabalhassem abertamente por Lula em 2022, enquanto o partido derrotasse propostas de Paulo Guedes no Congresso. “Não tinha como durar”, escreveu.

Disputa por recursos e influência eleitoral

Celso Rocha de Barros destaca que o conflito com o centrão é, sobretudo, uma disputa por quem terá acesso aos recursos do governo nas eleições de 2026. Em 2022, o Congresso dominado pela direita estourou o teto de gastos e permitiu que Jair Bolsonaro distribuísse bilhões em benefícios sociais e obras. Agora, a estratégia é a oposta: limitar a capacidade de Lula de gastar e tentar forçá-lo a cortar programas sociais populares.

A derrubada da Medida Provisória 1303, que equilibraria as contas públicas com baixo custo social, foi articulada por deputados conservadores ligados a Tarcísio de Freitas.

Cargos, chantagens e mudança no equilíbrio político

O colunista explica que muitos partidos do centrão utilizavam cargos no governo federal para distribuir verbas, obras e favores a prefeitos aliados, fortalecendo suas bases eleitorais enquanto se preparavam para apoiar a oposição. Lula manteve esses aliados apesar da baixa fidelidade porque precisava de seus votos para garantir o funcionamento mínimo do governo no Congresso.

A virada ocorreu quando dois fatores se combinaram: a derrota da MP 1303, que mostrou que nem o apoio mínimo estava sendo garantido, e a recuperação de Lula nas pesquisas eleitorais. Com melhor desempenho popular, ele passou a negociar cargos com validade de até cinco anos — caso seja reeleito — e não apenas mandatos curtos e incertos.

Dessa forma, a chantagem “Lula, faça o que eu quiser ou apoiarei Tarcísio” perdeu força. Segundo Rocha de Barros, o presidente passou a responder, na prática: “vá lá — e boa sorte vivendo sem cargos por cinco anos”. Para o centrão, afirma o colunista, esse é o pior dos cenários.

Com informações do Brasil 247

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