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Saúde faz reunião com mesa só de mulheres em ação contra violência

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Reunião do Comissão Intergestores Tripartite apresentou campanha do Ministério contra o feminicídio

A última reunião de 2025 da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), órgão que reúne representantes da saúde a nível federal, estadual e municipal, foi marcada por uma mesa totalmente composta de representantes mulheres, em apoio à luta contra a violência de gênero. No início do evento, ocorrido nesta quinta-feira (18/12), o Ministério da Saúde exibiu uma campanha pela conscientização e combate ao feminicídio. 

No vídeo, o MS destacou índices alarmantes, com um recado fundamental: “O feminicídio não é apenas um número, é uma tragédia cotidiana que afeta famílias e comunidades, revelando falhas profundas na proteção”.Play Video

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 137 mulheres e meninas são mortas por dia por parceiros íntimos ou familiares em todo o mundo, o que corresponde a uma morte a cada 10 minutos. No Brasil, uma mulher é morta a cada seis horas. 

Diante do cenário, a campanha declara que ficar em silêncio não é uma opção. O MS ressaltou ainda a importância de ações estruturadas para interromper as agressões antes que se chegue nos casos de feminicídio, que “representa um ponto final de um ciclo de violências ainda equivocadamente tratado como ciúme, drama ou passionalidade”. 

Para a secretária executiva adjunta do ministério, Juliana Carneiro, a escolha do tema para a reunião mostra o compromisso com o lema “O SUS é vida”. “O mais importante é dizer que estamos aqui juntas para falar de um compromisso claro: nenhuma mulher pode perder a vida por causa da violência”, enfatizou a secretária, que presidiu a mesa. 

Participaram da reunião Tânia Mara Coelho, secretária estadual de Saúde do Ceará e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Verônica Savatin, secretária de Saúde de Senador Canedo (GO) e representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A representante do município goiano destacou que a violência começa muito antes desses episódios. “A violência contra a mulher começa quando ela tem seu direito de fala cerceado, quando temos menos mulher no Congresso, ela não começa com o feminicídio”, declara. “O crime acontece quando elas não conseguem falar.” 

Também representaram o ministério as secretárias de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad; de atenção primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde; Fernanda Santos, de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde; Fernanda De Negri; a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, Putira Sacuena; e a diretora de Regulação Assistencial e Controle, Juliana Lujan, além da chefe de gabinete do ministro, Eliane Cruz.

A coordenadora da área técnica de Equidade, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental, Elisa Pietro, representou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas-OMS). 

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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