Desvalorização de bancos no Brasil é “mais uma parcela do custo Bolsonaro”, afirma a ministra
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu à turbulência no mercado financeiro e atribuiu a responsabilidade pela crise a Jair Bolsonaro (PL), a seu filho Eduardo e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração publicada nesta quarta-feira (20), Gleisi defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que barrou a aplicação automática da Lei Magnitsky no Brasil, gerando um impasse judicial no sistema financeiro.
“Quem agrediu o sistema financeiro no Brasil foi Donald Trump, provocado por Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo. O ministro Flávio Dino tomou uma decisão em defesa da soberania nacional, das nossas leis e até dos bancos que operam em nosso país. Agiu em legítima defesa do Brasil. A especulação com o valor das ações dos bancos é mais uma parcela do Custo Bolsonaro, que recai sobre o país desde que ele se aliou a Trump para fugir do julgamento por seus crimes”, disse a ministra.
As ações dos maiores bancos que operam no Brasil sofreram forte desvalorização nesta terça-feira, impactando diretamente o Ibovespa, que recuou 2,1% e fechou a 134.432,26 pontos. O Banco do Brasil despencou 6%, Itaú Unibanco caiu 3,05%, Bradesco recuou 3,43%, Santander perdeu 4,88% e o BTG Pactual caiu 3,48%. Somente nesse pregão, o setor financeiro perdeu R$ 41,9 bilhões em valor de mercado, segundo o portal E-Investidor.
As quedas foram motivadas pela insegurança em torno da aplicação da Lei Magnitsky, que prevê sanções a autoridades estrangeiras e foi usada pelo governo Trump contra o ministro Alexandre de Moraes. Dino decidiu que nenhuma restrição imposta por governos externos tem efeito automático no Brasil, o que gerou um impasse jurídico para os bancos, que temem punições bilionárias dos Estados Unidos se não aplicarem as medidas.
Incerteza no sistema financeiro
Um parecer interno do BTG Pactual revelou que instituições financeiras estudam encerrar unilateralmente contas de clientes atingidos pelas sanções como forma de mitigar riscos. A estratégia busca evitar que os bancos sejam enquadrados como “facilitadores” em território americano, ao mesmo tempo em que procuram resguardar-se de questionamentos no Brasil.
Com informações da brasil247
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