Investidores veem enfraquecimento do bolsonarismo, melhora nas relações internacionais e avanço de Lula sobre eleitorado evangélico
A percepção sobre o cenário político brasileiro mudou de forma significativa no principal centro financeiro do país. Segundo informações do jornalista Guilherme Amado, no site PlatôBR, a chamada Faria Lima já discute abertamente a possibilidade de reeleição do presidente Lula no primeiro turno, impulsionada pelo desgaste do bolsonarismo, por vitórias estratégicas no campo internacional e por movimentos de aproximação com setores historicamente resistentes ao governo, como os evangélicos.
A queda de popularidade e a crise interna do bolsonarismo têm influenciado diretamente o ambiente financeiro, que até meses atrás demonstrava entusiasmo com a hipótese de uma candidatura viável da direita. Hoje, esse cenário mudou. A avaliação predominante entre banqueiros e investidores é que Lula não apenas lidera com folga, mas que já existem condições políticas para um possível desfecho eleitoral no primeiro turno.
Relações internacionais e recuo de Trump
O movimento de recuperação da imagem do governo no exterior é visto como um dos pilares dessa mudança. Em meio à crise com os Estados Unidos, Lula adotou um discurso de soberania nacional que repercutiu positivamente em organismos internacionais e reforçou sua liderança política interna.
Na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter “química excelente” com Lula. Segundo PlatôBR, os dois chegaram a conversar por telefone e alinharam um encontro entre chanceleres. Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recebeu o chanceler Mauro Vieira em Washington em uma reunião considerada cordial — um gesto visto como sinal de trégua.
Apesar disso, as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil ainda não foram retiradas, e o ministro Alexandre de Moraes segue enquadrado na Lei Magnitsky. Mesmo assim, o recuo retórico de Trump e a diminuição das tensões são lidas como avanços importantes.
Avanço sobre o eleitorado evangélico
Outro movimento acompanhado de perto pela Faria Lima é a aproximação do governo com lideranças evangélicas. Lula recebeu integrantes da bancada evangélica no Palácio do Planalto e foi fotografado orando com eles e com o advogado-geral da União, Jorge Messias, cotado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso a indicação se confirme, será a primeira vez que um ministro evangélico integrará a Corte, quebrando a exclusividade simbólica construída por Jair Bolsonaro. Esse gesto é interpretado como uma tentativa concreta de Lula de reduzir resistências religiosas ao seu governo.
Direita fragmentada e perda de protagonismo
Enquanto Lula avança, a direita vive um momento de desorganização. Eduardo Bolsonaro, apontado como articulador das sanções internacionais que atingiram o Brasil, enfrenta isolamento político. Jair Bolsonaro, condenado e com risco de prisão, não consegue unificar a oposição.
Figuras antes cotadas como alternativas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, demonstram desânimo com a disputa presidencial. Ratinho Júnior, do Paraná, começa a ser testado como possível nome do Centrão. A fragmentação e a ausência de um projeto viável reforçam a percepção de favoritismo de Lula.
A conjugação de fatores — crise do bolsonarismo, reaproximação internacional, diálogo com evangélicos e desorganização da direita — consolidou a visão na Faria Lima de que Lula pode, pela primeira vez, vencer uma eleição já no primeiro turno. O movimento, antes visto como improvável, agora faz parte das conversas entre investidores e analistas do mercado financeiro.
Com informações do brasil247
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