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Motta diz ter boa relação com governo

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Presidente da Câmara afirma que divergências são naturais na democracia, garantindo que mantém um bom relacionamento com o Senado e o Executivo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta sexta-feira, que pretende preservar e fortalecer o diálogo institucional com o Palácio do Planalto e encerrar 2025 com uma relação estável entre os Poderes, mesmo em meio às tensões políticas e ao ambiente pré-eleitoral. Segundo ele, a expectativa é entrar no próximo ano ampliando a interlocução e buscando convergência em pautas consideradas estruturantes para o país.

As declarações foram dadas durante um café da manhã com jornalistas, realizado na residência oficial da Presidência da Câmara, em Brasília. No encontro, Motta reuniu a imprensa para apresentar um balanço das atividades legislativas de 2025 e comentar temas como economia, emendas parlamentares, segurança pública, educação, relação com o governo, Judiciário e eleições.

Segundo Motta, a relação com o Executivo passou por momentos de aproximação e divergência ao longo do ano, mas se manteve dentro da normalidade institucional. “A relação com o governo, como todas as relações da nossa vida, você tem os altos e baixos, e isso é muito natural”, afirmou.

Na avaliação dele, o diálogo é essencial para o funcionamento democrático. “Com o Executivo há respeito. Mesmo quando existiram divergências, esse respeito não se perdeu… Terminamos o ano com a relação estabilizada e com a perspectiva de entrar em 2026 conversando mais, dialogando mais e superando divergências.”

O presidente da Câmara destacou que divergências entre os Poderes fazem parte do sistema constitucional. “Não está escrito na Constituição que um poder tem que concordar com o outro em 100% dos pontos. Eu acho que tem que haver harmonia, diálogo e, na hora que for divergir, um poder precisa compreender o outro”, frisou.

Motta também ressaltou a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmando manter uma boa relação com o parlamentar. “Nesses quatro mandatos como deputado federal não me recordo de um momento em que Câmara e Senado tiveram uma relação tão boa entre os seus presidentes. Tenho amizade com o senador Davi Alcolumbre. Temos conversado muito, sempre dialogando, e isso ajuda a agenda do país”, destacou.

O deputado reconheceu que o clima político foi impactado pela proximidade das eleições, o que intensificou as disputas internas. Ele garantiu que não atrapalhou o avanço da pauta legislativa. “Diante desse cenário de momentos de tensão e enfrentamento, na minha avaliação a Câmara conseguiu produzir positivamente. A Câmara ajudou o país”, ressaltou. “Teve democracia interna para debater temas e capacidade de discordar daquilo com que não concordava. A Câmara teve protagonismo e uma atuação condizente com a representação da nossa população.”

Avanços

Entre as áreas destacadas, Motta citou avanços na educação e na infância, citando o Projeto de Lei 2628/22, conhecido como Eca Digital, que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, jogos eletrônicos e redes sociais. “Nós aprovamos o Compromisso Nacional com a Criança Alfabetizada, a alfabetização na idade certa. Aprovamos o novo Sistema Nacional de Educação”, disse.

Na segurança pública, o presidente da Câmara afirmou que o tema foi prioridade ao longo de 2025. “Nós priorizamos a pauta da segurança pública, com muitas matérias votadas nessa área e entregues à sociedade brasileira.”

Sobre o avanço das facções, enfatizou que é um problema estrutural e que precisa ser combatido de forma conjunta. “Hoje nós temos um problema de Estado. Se não houver a união dos entes federativos, do Poder Judiciário, da sociedade civil e da imprensa, corremos um sério risco”, argumentou.

Na área econômica, o presidente destacou a aprovação de medidas fiscais. Também mencionou mudanças na tributação de setores específicos. “Terminamos o ano aprovando a diminuição dos benefícios fiscais. Trouxemos a taxação de JCP, de fintechs e de bets”, frisou, ressaltando a importância da revisão das renúncias fiscais para corrigir distorções históricas. “Eu fui o primeiro a defender essa revisão no gasto tributário de benefícios fiscais do Brasil… A cada cinco anos, vamos ter uma periodicidade na avaliação da isenção fiscal concedida.”

Motta mencionou o aquecimento da economia, o crescimento da geração de emprego, mas ressaltou que, do ponto de vista fiscal, os juros seguem como principal obstáculo ao crescimento do país. “A inflação está controlada, a economia está aquecida, há recorde na geração de emprego e menor desemprego, mas a principal missão do governo para o próximo ano é trabalhar, junto com a equipe econômica e o Banco Central, para que os juros baixem”, acrescentou.

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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