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Coronavírus isola Bolsonaro e abre caminho para o impeachment, ainda este ano.

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A primeira pergunta que o leitor deve estar fazendo é. Por que o título enfatiza o “ainda este ano”? É importante ressaltar que 2020 é um ano que para a política e para uma votação grave como seria um impeachment, já acabou, ao menos, até a eleição. A crise aguda de infecções pelo coronavírus deve ocorrer, pelo menos, por três meses e o Brasil estará em estado de calamidade pública até o final do ano.

Porém, o estado de calamidade pública pode ser um tiro no próprio pé de Bolsonaro, se o padrão de ação for o mesmo desde o início de governo. Como quem estabelece esse tipo de estado é o congresso, dando plenos poderes a Bolsonaro para fazer quase o que quiser com os cofres públicos, é o próprio congresso quem pode revogar a qualquer momento, essa mesma medida.

Outro ponto fundamental é notar o isolamento político causado por três dias de panelaço que demonstra a dissolução da imagem do presidente. Se para a classe média a ideia era de ser um “tosco honesto e bem intencionado”, agora, vigora a imagem de idiota totalmente incapacitado para governar o Brasil. A gota d’água foi a forma como reagiu ao coronavírus. Em outras palavras, a pandemia expôs a imbecilidade vaidosa de Bolsonaro e virou o jogo da opinião pública.

O comportamento do governo de deixar a população ao “deus dará” durante o confinamento social, frente às medidas adotadas na França, Inglaterra, Espanha e Alemanha, terá forte efeito na economia, reduzindo drasticamente o nível de emprego e renda. Por exemplo, enquanto na França, Itália, Espanha e Inglaterra, os governos anistiam dívidas de luz, água, alugueis e outros, com destaque para a Inglaterra que cobrirá até 80% do salário de pessoas que forem demitidas pelo período de quarentena, no Brasil, as medidas vão na direção totalmente oposta, o governo quer aprovar na correria a autorização para reduzir salários pela metade, com jornada cortada pela metade.

O impacto da crise econômica adjunta ao coronavírus será absolutamente mais forte no Brasil, que em outros países, não pela nossa incapacidade financeira, mas, pela nossa total incapacidade moral em preservar o povo e a canalhice de salvar somente os empresários. A queda na renda foi atingir fortemente o trabalhador e logo após, o empresário, que descontará no povo, que reduzirá a renda, que reduzirá o consumo e atingirá, novamente, o empresário. Ou seja, a espiral da desgraça econômica não será interrompida pelo estado, por que Bolsonaro é um total imbecil em economia, como ele mesmo já se definiu e Paulo Guedes é um canalha ultra-neoliberal, que acredita que o estado não deve intervir no mercado, nem quando há a derrocada do capitalismo.

De todos os piores políticos do Brasil, temos no governo o chorume tóxico na liderança de um país, que somente agora, talvez, tarde demais, abre caminho para o impeachment.

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