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Haddad diz que a tributação dos dividendos dos super-ricos ‘não vai doer em ninguém’

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Ministro defende imposto mínimo sobre rendas acima de R$ 600 mil para compensar isenção do IR a quem ganha até R$ 5 mil

247 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (20) que a proposta do governo para compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) é “justa”, “factível” e “não vai doer em ninguém”. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews e repercutida pelo jornal Valor Econômico. O plano prevê a criação de um imposto mínimo efetivo de até 10% sobre a alta renda — pessoas com ganhos anuais acima de R$ 600 mil.

“Eu não consigo ver onde está o problema na compensação da reforma do Imposto de Renda. São pessoas que ganham muito e não pagam o mínimo, às vezes não pagam nada”, criticou Haddad, ao tratar da resistência de setores do Congresso à proposta. O ministro afirmou que “não existe em nenhum lugar do mundo a pessoa ganhar R$ 1 milhão por ano e ter alíquota efetiva [de IR] de 2%”.

Segundo ele, a medida atinge um grupo restrito de 141 mil pessoas, que se beneficiam de brechas legais para pagar pouco ou nenhum imposto sobre seus rendimentos. A proposta foca especificamente nos dividendos de alta renda: “Se eu fosse tributar dividendos como se previa no passado, de todo mundo, o investidor ia pagar também, mas ele vai continuar isento. Só estamos pegando dividendos de empresas que não pagam os impostos corretamente”.

Haddad também rebateu críticas de que o projeto teria sido elaborado de forma precipitada. “Eu estou trabalhando nesse projeto [do IR] desde o final da promulgação da [emenda constitucional da] reforma tributária do consumo”, disse.

O ministro assegurou que há um acordo político no Congresso para garantir a neutralidade fiscal da proposta. “Todos os líderes concordaram. Está politicamente acordado que vamos compensar. Pode ser de outro jeito, ok, mas tem uma compensação”, afirmou. Ele ainda sugeriu que a oposição participe do debate, já que os efeitos da reforma não se limitam ao atual governo. “A compensação vai interessar a todo mundo, não se trata somente de 2026.”

Por fim, Haddad reafirmou que está aberto a sugestões que preservem o princípio da justiça tributária. “Se o Congresso não concordar que é justo, é da democracia, cada um responde por seus atos”, concluiu.

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