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CNJ afasta juiz que participava de grupo golpista nas redes sociais

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Em decisão unânime, o juiz do trabalho em Curitiba, Marlos Melek, foi afastado pelo CNJ por participar de grupos em redes sociais que pregavam golpe de estado

CNJ afasta juiz do trabalho envolvido em grupo golpista -  (crédito: Gil Ferreira/Agência CNJ)

CNJ afasta juiz do trabalho envolvido em grupo golpista – (crédito: Gil Ferreira/Agência 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em decisão unânime, ordenou a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o juiz Marlos Melek, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, em Curitiba. O magistrado do trabalho responderá pela participação em um grupo nas redes sociais que incentivava um golpe de estado e por supostamente ter feito ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão do CNJ responde a uma reclamação feita pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). O relator do processo é o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. Ele foi o mesmo ministro que emitiu o relatório preliminar que apontou indícios de “gestão caótica” no controle de valores oriundos de acordos de delação e leniência firmados na operação Lava-Jato.

Segundo a reclamação da ABJD, o juiz participava do grupo denominado “Empresários & Política”, mesmo grupo que gerou um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que apurou a colaboração de empresários no financiamento de atos golpistas contra o resultado que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições do ano passado.

No grupo de mensagens por WhatsApp estavam conhecidos empresários bolsonaristas como Luciano Hang, dona da Havan, Ivan Wrobel, da W3 Engenharia, Marco Aurélio Raymundo da Moormaii, José Koury, da Barra World, Afrânio Barreira Filho da Cocobambu, e um dos donos da Tecnisa, Meyer Joseph Nigri.

Segundo a decisão do CNJ, “o magistrado, supostamente, teria manifestado posicionamento político em redes sociais, com ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz o texto.

Questionado sobre a decisão do CNJ, Marlos Melek disse ao Correio que seguindo orientações, não poderia falar no momento, mas encaminhou uma posição em nota. “Possuo quase 20 anos de Carreira na Magistratura, e o profundo respeito que tenho por ela me pede para serenamente aguardar a conclusão dos procedimentos próprios no CNJ, apresentando minha defesa”, escreveu. 

Com informações do Correio Braziliense

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