Para Paulo de Souza, deputado na Secretaria-Geral da Presidência reaproxima governo de bases e o projeta como liderança
A nomeação de Guilherme Boulos (Psol-SP) para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República representa, segundo o cientista político Paulo Roberto de Souza, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), uma tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reativar a interlocução com os movimentos populares e de consolidar uma liderança com peso político e simbólico dentro do campo progressista.
“É a aposta que tanto Lula quanto Boulos fazem. É importante lembrar que há um esforço histórico por parte do Lula, enquanto presidente da República, de fazer essa articulação com movimentos sociais, no sentido de ampliar os espaços de articulação e debate”, afirmou Souza ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Segundo ele, a escolha de Boulos também corrige um distanciamento percebido na gestão anterior de Márcio Macêdo, considerado “muito burocrático” e pouco conectado às bases. “As críticas eram muito frequentes, principalmente pela forma de diálogo. Márcio Macêdo representa, de certo modo, uma ala muito institucionalizada e afastada das bases do Partido dos Trabalhadores”, avaliou.
O analista destaca que o novo ministro assume um papel estratégico num momento de forte polarização política. “Boulos tem uma oportunidade incrível de se consolidar como uma liderança importante, no sentido representativo, do campo progressista e dos movimentos sociais, que é de onde ele vem, em um processo muito parecido com Lula”, disse.
Ele lembra que o cargo permitirá ao deputado desenvolver capacidade executiva e articulação nacional, o que pode ser um diferencial em futuras disputas eleitorais. “Isso vai dar um lastro para ele de pelo menos dois anos até o próximo pleito municipal de São Paulo, para mostrar algumas das suas capacidades”, observou.
Souza também comentou as reações negativas da extrema direita à nomeação. “A primeira reação foi de ridicularização, de apelar para o medo. Muito mais um bullying de quinta série do que algo propriamente propositivo. Isso indica que eles sabem da importância e da capacidade dessa liderança”, apontou.
Por fim, o cientista político analisou a possível indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Vejo de forma muito positiva, dentro da expectativa de uma indicação do presidente Lula de alguém que já demonstrou várias vezes um princípio muito republicano e articulado em princípios constitucionais mais amplos”, afirmou.
*Com informações do Brasil de Fato
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