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Sala Martins Pena renasce no coração de Brasília

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Governador Ibaneis Rocha anuncia licitação da segunda etapa de restauro e celebra o retorno do Teatro Nacional Claudio Santoro após quase 11 anos fechado

247 – Depois de quase 11 anos de portas fechadas, o Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, volta a ser palco de grandes espetáculos. A reinauguração da Sala Martins Pena – primeiro espaço restaurado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) – aconteceu na última sexta-feira (20), com apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) e show de Chitãozinho e Xororó, segundo informa a Agência Brasília.

O ato, bastante celebrado pelas autoridades e pela classe artística, marca um momento histórico para o complexo cultural, inaugurado originalmente em 1966. Durante a cerimônia, que teve transmissão ao vivo pelas redes do GDF, o governador Ibaneis Rocha oficializou a abertura de licitação para a segunda etapa de restauro do Teatro Nacional, contemplando espaços como as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, o foyer da Villa-Lobos e o Espaço Dercy Gonçalves. “Com esforços do nosso governo, estamos reabrindo hoje a Martins Pena, já publicamos o edital para toda a reforma, são R$ 315 milhões com dinheiro dos cofres do Distrito Federal, e a gente espera no prazo de 3 anos estar aqui comemorando a reabertura desse que é um marco da nossa cidade”, destacou Ibaneis Rocha.

Na ocasião, o chefe do Executivo também assinou a reestruturação da carreira dos músicos da OSTNCS. “É um momento simbólico aqui para o Distrito Federal. O Mateus [filho do governador], eu estava contando os anos, ele não era nascido ainda, nós estávamos há 10 anos com o Teatro fechado. […] Eu falei que eu não pisava o pé aqui [no Teatro], enquanto não estivesse lançado o edital da segunda fase. E conseguimos os recursos e vamos fazer. Muita alegria”, completou o governador.

Restauração e modernização
A primeira etapa do projeto de revitalização inclui a renovação completa da Sala Martins Pena e do foyer anexo, além de adequações fundamentais para as normas de segurança, combate a incêndio e acessibilidade. A reforma também contemplou saídas de emergência, reservatório de incêndio, sala de geradores e espaços acessíveis. As instalações elétrica, hidráulica e de águas pluviais foram renovadas, assim como os sistemas de ar-condicionado, exaustão de ar, incêndio, água gelada e abastecimento de energia. As tradicionais poltronas foram substituídas respeitando o design e a cor originais, mas agora adequadas às normas de acessibilidade e ergonomia, permitindo, inclusive, a ampliação da capacidade para 470 lugares, além de 10 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PcDs).

Com investimento de R$ 70 milhões do GDF, a Sala Martins Pena se torna, segundo as autoridades locais, uma das mais modernas do país, graças aos equipamentos cênicos de ponta e ao conforto acústico tanto para espectadores quanto para artistas. “É uma sinalização muito forte de um governo que apoia a cultura e que vê na cultura não só um vetor econômico, mas também um elemento de desenvolvimento da sociedade”, avaliou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

Programação cultural em alta
A reabertura oficial trouxe à capital federal uma programação variada. O show de Chitãozinho e Xororó, acompanhado pela OSTNCS, abriu o Projeto Viva o Teatro, com apresentações gratuitas nos dias 21, 22, 23 e 26 de dezembro, reunindo nomes como Almir Sater, Os Melhores do Mundo, Plebe Rude e espetáculos de dança. “A gente tem uma demanda muito grande de pedidos para o próximo ano. A sala aberta aquece o mercado cultural para produções locais, nacionais e até internacionais”, acrescentou Abrantes. De acordo com o secretário, após uma fase de testes, o espaço estará plenamente disponível a partir de fevereiro.

História e importância simbólica
Projetado por Oscar Niemeyer em 1958, o Teatro Nacional – inicialmente chamado Teatro Nacional de Brasília – mudou de nome em 1989, em homenagem ao maestro e compositor Claudio Santoro, fundador da OSTNCS. Ao longo de décadas, o local recebeu artistas de renome como Mercedes Sosa, Balé Bolshoi, Ópera de Paris, Fernanda Montenegro, Dulcina de Moraes, João Gilberto, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Além da Sala Martins Pena, o equipamento público presta tributo aos compositores Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno (salas homônimas) e à atriz Dercy Gonçalves, que dá nome ao mezanino. Agora, com recursos da ordem de R$ 315 milhões destinados à reforma total, a expectativa é de que o Teatro Nacional Claudio Santoro retome seu protagonismo na cena cultural do país, abrindo um novo capítulo em sua história.

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