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CPMI do INSS: André Valadão se manifesta após citação de Damares

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Cobrada por Malafaia, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou lista com igrejas e pastores investigados na CPMI do INSS

O pastor André Valadão, líder da Igreja Lagoinha Global, afirmou que a citação de seu nome nas investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS representa uma “perseguição infudada e caluniosa” contra lideranças evangélicas.

A declaração de Valadão foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgar uma lista de pessoas citadas nos requerimentos da comissão. A parlamentar havia sido cobrada pelo também pastor Silas Malafaia, que também reclamou de Damares por ligar líderes religiosos ao escândalo do INSS, que foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens.

Ainda segundo Valadão, seu nome foi mencionado a partir de um requerimento apresentado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG). O pastor disse que já estaria tomando providências judiciais contra o parlamentar por supostas calúnias e difamações.

Valadão declarou que vive nos Estados Unidos e é presidente de uma organização religiosa internacional, e negou qualquer vínculo direto com a igreja citada na investigação. “Eles tomam a igreja para tentar difamá-la e colocá-la como se fosse uma instituição criminosa. Falaram de mim e até do meu filho de 16 anos como se fôssemos criminosos”, disse.Play Video

O pastor classificou o episódio como perseguição religiosa e uma tentativa de descredibilizar a igreja. “Não temos medo e não ficaremos calados. Não vamos recuar e nem ficar calados diante de tudo o que está acontecendo. Não se trata de um ataque apenas a um líder, mas a toda uma igreja que contribui para a sociedade”, afirmou.

No vídeo, Valadão comenta que entrou em contato com a senadora Damares Alves após a divulgação da lista. Ele disse que alertou a parlamentar de que ela teria “mordido a isca” de parlamentares de esquerda ao mencionar igrejas evangélicas no contexto da CPMI. “Deixei claro para a ‘ministra’ Damares que ela mordeu a isca dos esquerdistas”, afirmou.

Lista

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou uma lista com o nome de igrejas e pastores investigados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as frandes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A publicação nas redes sociais de Damares ocorre após o pastor Silas Malafaia divulgar um vídeo, no qual ele exigiu que ela citasse nomes. Para o líder religioso, sem a divulgação dos nomes envolvidos, ela não passaria de uma “leviana linguaruda”.

Veja a lista das igrejas e pastores divulgados pela senadora:

Igrejas

  • Adoração Church — Alvo de pedido de quebra de sigilo;
  • Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo — Alvo de pedido de quebra de sigilo;
  • Ministério Deus é Fiel Church — Alvo de pedido de quebra de sigilo;
  • Igreja Evangélica Campo de Anatote — Alvo de pedido de quebra de sigilo.

Pastores:

  • Igreja Evangélica Campo de Anatote — Alvo de pedido de quebra de sigilo.
  • André Machado Valadão — Convidado a comparecer à CPMI e alvo de pedido de quebra de sigilo;
  • Péricles Albino Gonçalves — Convidado a comparecer à CPMI;
  • Fabiano Campos Zettel — Convidado a comparecer à CPMI;
  • André Fernandes — Convidado a comparecer à CPMI

CPMI do INSS

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Com informações do Metrópoles

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