Avaliação é compartilhada pela elite política e do Judiciário
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A crise do coronavírus já é considerada um divisor de águas no caminho de Jair Bolsonaro. Na avaliação de parlamentares, de integrantes da cúpula do Judiciário brasileiro e de governadores, o presidente perdeu o poder de governança. Além da sua condução até agora ter sido vexatória, a percepção é de que os principais pilares de sustentação de Bolsonaro, a polarização com o PT e a melhora da economia, desmoronaram. O alerta de desembarque já soou entre aliados de ocasião.
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Se não falam sobre impeachment, ao menos até agora, os que assim avaliam o governo já tratam abertamente de uma mudança do cenário eleitoral pra 2022. Até antes da crise, mesmo com a perda de popularidade no primeiro ano de Bolsonaro, as previsões políticas davam conta de que seria difícil tirá-lo de uma reeleição.
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Os que fazem essa análise lembram os feitos do presidente no último mês: convocou atos que eram contra o Congresso e o STF, chamou o coronavírus de fantasia e histeria, participou dos protestos mesmo contra recomendações e com suspeita da doença, culpou a mídia, declarou guerra a governadores e, por fim, ainda conseguiu brigar com a China e com o agronegócio.
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No meio disso, quando já tinha sido confirmada a primeira morte no Brasil, ainda passou recibo de estar com ciúme do protagonismo de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pedindo à imprensa que lembrasse dele como comandante do time de ministros.
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Da Coluna Painel de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.
Da Coluna Painel de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.
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