Desabamento do aterro sanitário Ouro Verde preocupa brasilienses, mas Caesb afirma que não há risco de contaminação para o sistema hídrico da capital
O desabamento do aterro sanitário Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), gerou preocupação entre moradores do Distrito Federal, por estar em uma Área de Proteção Ambiental (APA) próxima à Bacia do Rio Descoberto — principal fonte de abastecimento de água no DF. No entanto, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) garante que não há risco de contaminação para o sistema hídrico brasiliense.
“Após análise do local do incidente, foi constatado que tanto o ponto de transbordamento quanto toda a área de armazenamento dos resíduos estão localizados fora dos limites da bacia hidrográfica do Descoberto”, informou a companhia. A instituição afirmou que realizou vistoria técnica no local, com sobrevoo de drone, e concluiu que o incidente não interfere na captação de água que abastece a capital. “A vistoria confirmou a inexistência de qualquer risco de contaminação da Bacia do Descoberto”, destaca
O deslizamento do aterro, ocorrido na manhã de quarta-feira, causou danos ambientais na região. De acordo com resultados preliminares da análise da água do Córrego de Santa Bárbara, feito pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Goiás (Semad-GO), foram detectadas alterações significativas no local.
Segundo a pasta, a análise foi feita com um equipamento chamado sonda multiparamétrica e identificou grande alteração na condutividade da água, na salinidade e na presença de sólidos totais dissolvidos (TDS). “A detecção desses sólidos totais é um forte indicativo da presença de metais pesados, que são característicos do chorume”, divulgou a secretaria.
A partir disso, foi determinada ontem a proibição do uso da água entre o local do desabamento e o Rio do Sal, após análises indicarem contaminação. Apesar de a água da região não integrar o sistema público de abastecimento, a contaminação dos locais inviabiliza o uso para consumo humano e para atividades agrícolas e de piscicultura.
Ilegalidade
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o aterro foi instalado há pelo menos seis anos de forma irregular em área protegida e já havia sido multado em 2018, mas voltou a operar em 2023. “A fiscalização do ICMBio retornou ao local, apreendeu três caminhões, aplicou nova multa, agora no valor de cerca de R$ 1 milhão e embargou a área”, enfatizou em nota.
Uma visita técnica feita no local pelo ICMBio juntamente com a Universidade de Brasília (UnB) em 2024, constatou que o aterro seria responsável por uma degradação de recursos hídricos da região de Padre Bernardo, incluindo o Córrego Santa Bárbara. De acordo com o instituto, o aterro estaria recebendo de 130 a 150 toneladas de lixo por dia, naquele ano.
O ICMBio ressaltou que adotará as medidas necessárias para responsabilizar os envolvidos e impedir a continuidade de atividades perigosas para a biodiversidade da região. “Reafirmamos nosso compromisso com a proteção da APA da Bacia do Rio Descoberto e com a integridade dos ecossistemas e da população que depende desses recursos naturais”, concluiu, sem detalhar quais são as providências.
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