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Haddad aposta em queda “consistente e sustentável” da Selic em 2026

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Ministro da Fazenda afirma que juros não dependem apenas do fiscal e prevê melhora dos indicadores a partir do próximo ano

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (22) que espera uma queda “consistente e sustentável” da taxa Selic a partir de 2026. Em participação em evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo, o ministro destacou que os juros no Brasil não podem ser explicados apenas pela política fiscal, embora esta seja um fator determinante.

“Os juros no Brasil não se explicam só pela questão fiscal. Existem muitas outras coisas que os explicam. O fiscal é importante? Muito. Mas não é a única explicação para esse patamar. Eu acho que os juros vão começar a cair e vão cair de forma consistente e sustentável”, declarou Haddad.

Expectativa de melhora em 2025

O ministro afirmou que, com os indicadores atuais, já é possível projetar um cenário mais favorável. “Com os números de inflação que estamos colhendo e com o dólar no patamar em que está, acho que as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem, se continuarmos fazendo o trabalho da Fazenda. Isso vai dar mais conforto”, disse.

Haddad evitou detalhar a relação recente entre a Fazenda e o Banco Central, que, segundo ele, passou por momentos de transição difíceis. “Essa história só vai poder ser contada daqui a um tempo. Foi um período muito difícil para mim, em 2022 e no ano passado”, comentou.

Histórico de juros elevados

O ministro também relembrou o período em que assumiu a Fazenda no governo Lula em 2003. Naquele momento, a taxa de juros ultrapassava 25% ao ano, enquanto a inflação girava em torno de 12%, e a dívida líquida superava 60% do PIB.

“Oito anos depois, a dívida tinha caído para menos de 40% do PIB, mantendo uma taxa de juros elevada, apesar do superávit primário de 2% do PIB. Como se explica aquilo? Os juros brasileiros não se explicam só pelo fiscal, mas o fiscal é uma questão importante”, ressaltou.

Haddad concluiu que o desafio atual é combinar responsabilidade fiscal com medidas que ampliem a confiança e permitam a redução gradual e segura da Selic.

*Com informações do Brasil 247

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