Licenciado desde março, Eduardo Bolsonaro não retornou ao Brasil mesmo após o término do recesso parlamentar.
Sob pressão crescente de parlamentares da base governista e da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por uma estratégia silenciosa diante do risco de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo reportagem do jornal O Globo, Motta pretende deixar que o processo se desenrole conforme o regimento da Casa, sem interferir a favor de qualquer lado.
Licenciado desde março, Eduardo Bolsonaro não retornou ao Brasil mesmo após o término do recesso parlamentar. Com o fim da licença no último domingo (20), suas ausências passam agora a ser contabilizadas como faltas, o que pode levar à cassação automática do mandato caso ele ultrapasse o limite de um terço das sessões ordinárias – o que, segundo estimativas, pode acontecer no início de novembro.
“Não há votos para cassar e esse projeto também não faz o menor sentido. A Câmara não pode se sujeitar a interesses de ocasião, e além disso não há por que o presidente da Câmara se intrometer num assunto que vai andar sozinho. É só deixar o regimento trabalhar”, afirmou um aliado de Motta ao O Globo, resumindo a linha adotada pelo comando da Câmara.
A ausência prolongada de Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o início do ano fazendo campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa do pai, Jair Bolsonaro, é alvo de críticas de deputados governistas. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), pediu à Mesa Diretora a suspensão cautelar do mandato e acionou o STF solicitando sua prisão preventiva, alegando que o parlamentar promove “campanhas contra o Brasil” ao articular sanções internacionais contra o país.Eduardo e aliados, por sua vez, articulam alternativas para manter o mandato sem retornar ao país. Entre as propostas está um projeto de lei protocolado pelo deputado bolsonarista Evair Vieira de Melo (PP-ES), que permitiria o exercício do mandato do exterior em situações “excepcionais e imprevisíveis”. Embora não cite Eduardo diretamente, o projeto beneficiaria exclusivamente sua situação. Outra iniciativa, apresentada pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), busca estender sua licença por mais 120 dias.
Interlocutores próximos ao deputado tentam viabilizar um acordo com Hugo Motta para que a permanência de Eduardo nos EUA seja reconhecida como missão oficial, hipótese até agora sem sucesso. Uma licença médica também é cogitada. Nos bastidores, circula ainda a possibilidade de nomeação para um cargo comissionado em governos estaduais aliados, o que abriria caminho para uma nova licença sem limite de tempo.Enquanto isso, o calendário da Câmara segue seu curso. Considerando a previsão regimental de três sessões ordinárias por semana e o cronograma anual da Casa, Eduardo Bolsonaro deve atingir o limite de 43 faltas na primeira semana de novembro. A partir desse marco, a cassação poderá ser declarada pela Mesa Diretora a pedido de partidos ou parlamentares.Mesmo ausente, Eduardo segue no radar político. Ele é cogitado para disputar o Senado por São Paulo em 2026 ou até mesmo concorrer à Presidência da República, como chegou a admitir em entrevista recente à Veja.
Com informações do Brasil 247
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