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Governo Lula cria política nacional para combate ao HPV e reforça vacinação gratuita

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Nova lei prioriza prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo

O Brasil passa a contar, a partir desta quarta-feira (23), com a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV), conforme publicação no Diário Oficial da União. A medida foi instituída pela Lei nº 15.174, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelos ministros Alexandre Padilha (Saúde), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), Márcia Lopes (Mulheres) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).

A iniciativa tem como objetivo central fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infecção pelo HPV, vírus que afeta a pele e as mucosas e está diretamente relacionado a diversos tipos de câncer. De transmissão sexual, o HPV é considerado a infecção mais comum desse tipo em todo o planeta.

Prevenção e diagnóstico ampliados – A nova política nacional inclui a vacinação como eixo estruturante da prevenção, reforçando a oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a adolescentes e outros grupos prioritários. Além disso, recomenda-se o uso de preservativos como medida adicional para reduzir o risco de contaminação.

Outro ponto central do programa são os procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Entre os exames contemplados, estão colposcopia, citologia, testes locais, biópsia e exames moleculares. O texto também prevê acompanhamento clínico aos parceiros sexuais de pessoas infectadas, ampliando a vigilância e o cuidado com a cadeia de transmissão do vírus.

Ações integradas e articulação institucional – A política traz ainda um conjunto de diretrizes voltadas à articulação entre órgãos públicos, instituições de pesquisa, movimentos sociais e entidades da sociedade civil. Entre os eixos estratégicos, estão o incentivo à produção científica em áreas como prevenção, diagnóstico e tratamento, além da ampliação da divulgação de informações sobre a infecção e formas de prevenção.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 200 tipos de HPV já foram identificados. Alguns causam verrugas genitais, enquanto outros estão associados a tumores malignos como câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

Infecção silenciosa e persistente – Na maioria dos casos, a infecção pelo HPV é assintomática e pode permanecer latente por meses ou até anos. A queda da imunidade do organismo é um dos fatores que podem ativar o vírus, resultando em lesões ou outras manifestações clínicas. Apesar disso, boa parte das infecções se resolve espontaneamente em até dois anos, especialmente em pessoas com sistema imunológico fortalecido.

Gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos com maior risco de manifestação visível da infecção. O diagnóstico é feito a partir de exames clínicos e laboratoriais, sendo fundamental para a detecção precoce de possíveis lesões precursoras do câncer.

Com informações do Brasil 247

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