Início Geral Moro vai ser investigado por repasses à Petrobras durante a Lava-Jato
Geral

Moro vai ser investigado por repasses à Petrobras durante a Lava-Jato

Compartilhar
Compartilhar

A investigação vai averiguar “indícios de violação dos deveres de transparência, de prudência, de imparcialidade e de diligência do cargo” no acordo

A decisão também aponta que Moro deve enfrentar, ainda, investigação de indícios de atuação com fins político-partidários enquanto juiz -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA.Press)

A decisão também aponta que Moro deve enfrentar, ainda, investigação de indícios de atuação com fins político-partidários enquanto juiz – (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta sexta-feira (22/9), a abertura de uma investigação contra o ex-juiz e atual senador Sergio Moro por “gestão caótica e violação a deveres da magistratura” durante a Operação Lava-Jato. O ex-magistrado será investigado pelo repasse de R$ 2 bilhões em acordos firmados na operação junto à Petrobras.

Além de Moro, também serão investigados os desembargadores federais Loraci Flores de Lima, João Pedro Gebran Neto e Marcelo Malucelli, e a juíza federal Gabriela Hardt, todos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A decisão de instaurar é do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.

A investigação vai averiguar “indícios de violação reiterada dos deveres de transparência, de prudência, de imparcialidade e de diligência do cargo em decisões que autorizaram o repasse de mais de R$ 2 bilhões à Petrobras”.

A decisão também aponta que Moro deve enfrentar, ainda, investigação de indícios de atuação com fins político-partidários enquanto juiz, o que é vedado constitucionalmente e por resolução do CNJ.

Valores foram repassados antes do trânsito em julgado, diz CNJ

Para Salomão, os valores foram transferidos antes do julgamento terminar, ou seja, antes do trânsito em julgado de parte das ações penais, o que impediu a inclusão da participação de réus e investigados.

As autorizações de Moro e Hardt foram dadas “ao ímpeto de efetuar a execução imediata dos termos estabelecidos nos acordos firmados pela força-tarefa, o que terminava por consolidar verdadeira dispensa do devido processo legal”.

Salomão também afirma que os magistrados não consideraram que a Petrobras estava sob investigação de autoridades estadunidenses desde novembro de 2014, em processos de suspeita de corrupção.

O que diz Moro

O senador comentou o assunto pelas redes sociais. Ele ironizou a decisão e creditou o entendimento de Salomão ao governo Lula. “No fantástico mundo da Corregedoria do CNJ, recuperar dinheiro roubado dos bandidos e devolver à vítima (Petrobras) é crime. Só mesmo no Governo Lula”, escreveu.

Ao Correio, a assessoria de Moro informou que o ex-juiz não vai comentar o assunto a não ser por meio do tuíte.

Correio tenta contato com os outros investigados citados na matéria, mas não obteve sucesso até a última atualização dessa matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação. 

Com informações do Correio Braziliense

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um Comentário

Deixe uma resposta

Artigos Relacionados

Prazo para negociar débitos de energia termina nesta quarta-feira

Moradores do DF poderão quitar dívidas com descontos, redução de juros e...

Desemprego no Brasil recua a 5,2% e atinge menor nível desde 2012

O mercado de trabalho brasileiro registrou avanços históricos no trimestre encerrado em...

Nova pesquisa aponta vitória de Lula, mas segundo turno acirrado

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta sexta-feira (26) levantamento realizado através de...

Governo Lula vê risco de interferência de Trump na eleição brasileira de 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a...