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“Todos serão punidos”, diz Pimenta sobre envolvimento de militares em ato golpista

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O chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) disse, neste domingo (23/3), que ações judiciais e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) vão revelar novos participantes

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(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)

O chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) Paulo Pimenta disse, neste domingo (23/4), que ações judiciais e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) vão revelar novos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram o Congresso, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“A CPMI e as ações judiciais sobre o golpe de 8 de janeiro vão trazer à tona gente que ainda está escondida nas sombras. Além de golpistas, são covardes que incitaram, conspiraram, financiaram e apoiaram as ações criminosas. Estão quietos, na espreita, mas serão revelados e punidos!”, escreveu Pimenta, em sua conta no Twitter.

Pimenta também criticou o uso “manipulado” das gravações sobre o dia. “As manipulações grosseiras dos vídeos do dia 08 de janeiro revelam o desespero dos que temem que toda verdade venha à tona. Não adianta”, destacou.

O ministro emendou: “Não importa se são civis ou militares, não importa o cargo ou patente, todos, sem exceção, serão identificados e punidos. Muitos que estão quietos escondidos pensam que escaparão impunes. Ledo engano. A ‘longa manus’ da justiça os alcançará.”

Queda de G. Dias

Imagens do circuito interno foram entregues ontem ao STF, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, junto a uma lista com o nome dos militares que aparecem nas imagens. Nove foram ouvidos pela Polícia Federal neste domingo. A crise começou com a divulgação de gravações pela CNN Brasil que mostraram a atuação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, e de militares, que aparecem interagindo com os vândalos que depredaram o prédio.

Até então, Gonçalves Dias havia alegado que as imagens em que aparece durante a invasão em 8 de janeiro estavam indisponíveis. O material, que aponta a falta de ação do dirigente, fez com que o general fosse o primeiro ministro do governo a deixar o cargo.

Em depoimento, G. Dias respondeu todas as perguntas e afirmou que não foi omisso. Segundo ele, houve um apagão no sistema de inteligência e argumentou que no momento não tinha condições de efetuar sozinho a prisão dos invasores. Ele também se mostrou disposto a colaborar no que for preciso durante as investigações.

Na manhã deste domingo, Ricardo Cappelli usou o Twitter para defender o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e fez críticas aos generais Augusto Heleno, que ocupava o cargo na gestão Bolsonaro, e Walter Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa.

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