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Sindicatos promovem formações sobre o risco de privatização das estatais mineiras

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Palestra debate, na quinta feira (24), a agenda do governo Zema para Minas Gerais

O que está por trás da tentativa do governo estadual, de privatização de estatais mineiras, como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Empresa Mineira de Comunicação (EMC)? É isso que debate a campanha popular contra a privatização da Cemig e da Copasa, intitulada “Água e energia são do povo”. A primeira palestra da campanha acontece na próxima quinta-feira (24) na sede do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e será aberta ao público.

A ação acontece em meio a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 24/2023, popularmente conhecida como PEC do cala boca,  através da qual o governo Romeu Zema (Novo) visa retirar o direito à consulta popular, previsto na constituição mineira, para viabilizar a venda das estatais. No dia 24 a intenção é reunir a população para debater uma série de temas, de interesse social, que vem sendo deixados de lado, para facilitar a venda das empresas, como, a quem interessa realmente a venda das estatais e as consequências para a população mineira.

Participam da mesa de debate o eletricitário Victor Costa, diretor da Associação dos Empregados de Furnas (Asef) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ), que atuou na luta contra a privatização da Eletrobrás e pela reestatização nas frentes jurídicas, de comunicação e política; o economista Carlos Machado, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que abordará reestatização e as experiências malsucedidas de privatização; e a jornalista, Lina Rocha, servidora da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), na Rádio Inconfidência, e presidente do Sindicato dos Jornalistas de MG.

Água e luz são direitos humanos e estão ameaçados de virar mercadoria 

Seminário popular

Organizada pelos trabalhadores da Cemig e da Compasa conjuntamente com o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua) e o Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge), a programação da campanha deve se estender em outros encontros, que incluem atividades educativas e culturais, abertas à participação de toda população. 

A campanha culminará em um último evento: um Seminário Popular,  na intenção de defender o patrimônio público e garantir serviços de água e energia de qualidade para todos. De acordo com os organizadores, o objetivo é alertar e discutir com a população sobre os riscos que envolvem a entrega do patrimônio público para empresas privadas, como o aumento das contas de água e luz, os riscos de apagão e falta de água, a perda da qualidade dos serviços e da garantia de acesso à água e à energia, além da precarização do trabalho nas empresas estatais.

“Não há nada que justifique vender empresas do Estado que são lucrativas, fundamentais e estratégicas para o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Além disso, água e luz são direitos humanos, que estão sob ameaça de virar mercadoria nas mãos de empresários, que só visam ao lucro “, pontuou o Sindieletro em suas redes sociais.

O restante da agenda de eventos da campanha será divulgada ao longo das semanas, nas redes das organizações envolvidas

Serviço 

Palestra: “O que está por trás da venda da Cemig, Copasa, EMC e demais estatais? Estado mínimo, perda de direitos básicos, transição energética e justiça social. 

Data: 24/7, quinta-feira    

Horário: das 18h às 20h.

Local : Sede do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais – Avenida Álvares Cabral, 400 – Centro – Belo Horizonte.

Com informações do Brasil de Fato

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