Projeto fixa em definitivo os valores venais dos veículos registrados e licenciados no DF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (23/12), o projeto de lei que corrige a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e fixa em definitivo os valores venais dos veículos registrados e licenciados no DF para 2026. A tabela Fipe é usada no DF para calcular o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para o próximo ano, o IPVA na capital terá reajuste médio de 1,72%.
O projeto foi votado em primeiro e segundo turno. Vinte e três deputados votaram, sendo 16 a favor e sete contrários; um parlamentar se ausentou. A proposta, agora, segue para sanção do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
O aumento de 1,72% no IPVA já havia sido definido no Projeto de Lei nº 1.988/2025, aprovado pela CLDF em 3 de dezembro último. O PL 2.100/2025, aprovado pela Casa nesta terça-feira, portanto, não altera o aumento, apenas corrige alguns pontos na tabela Fipe.Play Video
Entre os erros identificados havia ausência de determinados modelos de veículos por ano de fabricação. Segundo técnicos da Secretaria de Economia do Distrito Federal, a própria Fipe encaminhou ao Governo do DF uma nova versão da tabela com os campos devidamente corrigidos.
“Trata-se de uma correção estritamente técnica, necessária para assegurar que o cálculo do IPVA seja feito com base em informações corretas e atualizadas, sem impacto na carga tributária do contribuinte”, afirmou o secretário de Economia, Daniel Izaias de Carvalho.
O reajuste médio de 1,72% corresponde à valorização do valor venal dos veículos, conforme pesquisa realizada pela Fipe entre setembro de 2024 e setembro de 2025. De acordo com a Secretaria de Economia, isso significa que o automóvel cotado no mercado por R$ 80 mil pagará um IPVA de R$ 2,4 mil, por exemplo.
Oposição
Parlamentares da oposição ao governo votaram contrários ao projeto e questionaram os valores a serem cobrados do cidadão em 2026. Segundo eles, em alguns casos, o reajuste chegará a 8%.
“O boleto vai chegar mais caro no ano que vem”, declarou o deputado distrital Gabriel Magno (PT). “São 270 mil motos nessa cidade. Principalmente para essa turma, que, inclusive, usa a moto para tentar colocar comida em casa, vai chegar um boleto mais caro”.
“Nós não comparecemos hoje ao Plenário da Câmara Legislativa para aumentar imposto para a população do DF, especialmente sem um plano de desincentivo ao transporte individual e de fortalecimento da mobilidade urbana e de transporte coletivo no DF”, pontuou o distrital Fábio Felix (PSol).
Originalmente publicado em Metrópoles
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