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Assassinato da estudante Sarah Domingues causa comoção e pedido por justiça

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Sarah Silva Domingues, de 28 anos, foi morta a tiros enquanto registrava os efeitos da última tempestade que assolou Porto Alegre. Foto: Divulgação

A estudante de Arquitetura Sarah Silva Domingues, de 28 anos, foi morta a tiros enquanto registrava os efeitos da última tempestade que assolou Porto Alegre para seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Ilha das Fores, em Porto Alegre. Ela teria sido morta por engano segundo a hipótese da Polícia Civil.

A estudante recebeu uma saraivada de balas na frente de um pequeno mercado onde também foi morto o proprietário, Valdir dos Santos Pereira, de 53 anos. Ela foi assassinada na terça-feira (23) e na quarta-feira (24) os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizaram um ato em sua memória.

O velório de Sarah será amanhã (25), às 9h, na Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Ufrgs, na Rua Sarmento Leite, 320.

Conforme o jornal Correio do Povo, vizinhos relataram que os disparos foram efetuados por dois homens, às 19h24min, na Rua do Pescador, onde Valdir tinha um mercado. Ele foi executado dentro do comércio. Antes disso, Sarah foi baleada e morta em frente ao estabelecimento. As vítimas não se conheciam.

Câmeras de monitoramento atestam que o ataque foi cometido em 20 segundos. Foram disparados pelo menos 18 tiros de pistola calibre nove milímetros, de uso restrito. Os criminosos fugiram em uma moto.

Muitas notas foram divulgadas lamentando a morte de Sarah e destacando sua atuação política. Foto: Reprodução

Diversas notas foram divulgadas lamentando a morte prematura e destacando sua atuação política. Os textos prestam condolências a familiares e amigos da vítima, solicitando também a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis.

O Levante Feminista contra o Feminicídio do RS afirmou que “não existe morte por engano quando as armas estão espalhadas e apontadas para as mulheres” e se soma a indignação e a tristeza pelo assassinato de Sarah. “Exigimos do Estado Brasileiro que recolha as armas, que garanta o direito a vida de nossas mulheres. Que seja feita justiça!”

Sarah era militante e dirigente da União da Juventude Rebelião (Ujr), sendo uma das principais lideranças estudantis de Porto Alegre. Ela também foi coordenadora do Movimento Correnteza, diretora da União Nacional dos Estudantes (Une), do Diretório Central dos Estudantes da Ufrgs, do Diretório Acadêmico da Arquitetura e membro do Conselho Universitário da Ufrgs. Também foi coordenadora da Casa de Referência Mulheres Mirabal, “dedicando sua vida a salvar a vida de outras mulheres e crianças”, conforme ressalta a nota da Mirabal.

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Com informações do Diário do Centro do Mundo
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