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Denúncia de ex-mulher de Lira chega à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

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Presidente da Câmara é acusado de violência e abuso de poder. Advogada cobra proteção e indenização de R$ 1 milhão ao Estado brasileiro

247 – A ex-esposa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), entrou com uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, acusando-o de agressões físicas e psicológicas. O documento, conforme noticiado por Jamil Chade, do UOL, é assinado pela advogada Talitha Camargo da Fonseca e menciona episódios de ameaças, controle financeiro e interferência política em processos judiciais. Segundo a defesa, Lira teria usado sua posição de poder para intimidar e silenciar a ex-companheira, Jullyene Lins, obstruindo seu acesso à justiça.

Apesar da absolvição de Lira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, sob justificativa de ausência de provas e prescrição dos crimes, a petição argumenta que o Estado brasileiro falhou em garantir a segurança da vítima. Em mais de 140 páginas, o documento detalha o impacto emocional das agressões e inclui laudos médicos e depoimentos de testemunhas. A ex-mulher do deputado foi impedida de acesso a programas de proteção, como o de proteção à testemunha, por parte do Ministério de Direitos Humanos, aponta a advogada.

A denúncia inclui ainda acusações de retaliações políticas contra Jullyene após ela colaborar com investigações da Polícia Federal nas Operações Taturana, em 2016, e Lava Jato, em 2019. Apesar de seu apoio às investigações, Jullyene teria sido desassistida pelo Ministério Público de Alagoas, que alegou incapacidade de protegê-la no território do estado.

O documento também pede uma indenização de R$ 1 milhão ao Estado brasileiro, como reparação pelo alegado desamparo e a falta de resposta efetiva do sistema de justiça, apontando o que a defesa considera “invisibilização” das denúncias de violência doméstica e abuso de poder por parte de Lira. O presidente da Câmara, procurado, optou por não se pronunciar oficialmente, mas nos bastidores, ele teria afirmado que as acusações reaparecem em contextos eleitorais.

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