Após reunião na Malásia, Lula disse que o mundo assiste inerte à tragédia humanitária em Gaza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras instituições multilaterais “pararam de funcionar” e falharam em proteger as vítimas da guerra na Faixa de Gaza.
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A declaração, segundo a agência ANSA, foi feita após uma reunião com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, em Kuala Lumpur, antes da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).Ainda de acordo com Lula, o mundo vive um momento em que os organismos internacionais criados para preservar a paz deixaram de cumprir seu papel histórico.
“A ONU não funciona mais”, diz Lula
“Quem pode aceitar o genocídio que vem ocorrendo na Faixa de Gaza há tanto tempo? As instituições multilaterais criadas para impedir que esses eventos aconteçam pararam de funcionar. Hoje, o Conselho de Segurança da ONU e as próprias Nações Unidas não estão mais funcionando”, afirmou o presidente, de acordo com a reportagem. .
Lula reforçou que a paralisia da ONU diante das tragédias humanas compromete a credibilidade da organização e reforça a necessidade de uma reforma urgente no sistema multilateral. O líder brasileiro também deve se reunir com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da ASEAN, para tratar de temas ligados ao comércio bilateral, governança global e segurança internacional.
Situação em Gaza continua crítica
Enquanto os líderes discutem saídas diplomáticas, o drama humanitário em Gaza persiste. O padre Gabriel Romanelli, pároco da Igreja da Sagrada Família, descreveu que, apesar do cessar-fogo anunciado, a realidade local segue desoladora.
“Há um cessar-fogo, e esperamos que dure, mas, por enquanto, o sofrimento segue intenso. Ainda há mortes, não podemos cruzar a fronteira e a ajuda humanitária não está chegando do Egito. Algumas pessoas conseguiram ir para a Jordânia, o que certamente é um bom sinal, mas a trégua é muito frágil”, afirmou o religioso.
Romanelli, de origem argentina, destacou que a crise econômica agrava a situação. “Muitos alimentos estão voltando ao mercado, e os preços estão caindo um pouco, mas a população não tem dinheiro para pagar”, lamentou.
*Com informações do Brasil 247
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