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Gleisi Hoffmann: “É admirável que a nossa indústria tenha sobrevivido à era Paulo Guedes”

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Ministra destaca papel de Alckmin e afirma que Lula resgatou política industrial abandonada por governos anteriores

Gleisi discursa no evento "Nova Indústria Brasil"
Gleisi discursa no evento “Nova Indústria Brasil” (Foto: Reprodução)

Durante o fórum Nova Indústria Brasil, promovido nesta segunda-feira (26) pelo Brasil 247, o BNDES e a Agenda do Poder, em celebração ao Dia da Indústria, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez uma defesa contundente da retomada da política industrial no governo Lula e teceu duras críticas à condução econômica dos anos anteriores, em especial à gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia.

Segundo Gleisi, os resultados recentes comprovam o sucesso da nova estratégia industrial. “Tivemos um crescimento industrial de 1,6% em 2023 e de 3,3% no ano passado, o que contribuiu com quase 25% na formação do PIB em 2024”, destacou. Em contraste, ela lembrou que o governo anterior acumulou três quedas consecutivas na produção industrial, resultando em um recuo de 2,2% em quatro anos, com perdas ainda maiores — de até 15% — em setores como a indústria extrativa.Play Video

A ministra enfatizou a relevância da reconstrução institucional para esse novo cenário: “Recuperar o MDIC e o BNDES foi uma das primeiras iniciativas do presidente Lula. A Nova Indústria Brasil é a síntese do trabalho conjunto dessas duas instituições”, afirmou.

Alckmin como “ministro extraordinário”

Gleisi também elogiou a atuação do vice-presidente e atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. “Além de sua qualidade política e sua lealdade com o presidente Lula, [Alckmin] é um ministro extraordinário da Indústria e Comércio, que usa toda sua experiência, capacidade e articulação para desenvolver um dos mais importantes programas do governo Lula, o Nova Indústria Brasil. Parabéns por essa condução”, afirmou a ministra.

Legado de desmonte e virada política

Ao traçar um panorama dos dez anos anteriores ao terceiro mandato de Lula, Gleisi foi categórica ao atribuir o declínio industrial a uma política deliberada de desmonte. “Não é simples coincidência que também o crescimento do país, dos salários e da renda da população tenham sido medíocres e até negativos neste período”, avaliou. Em suas palavras, a indústria brasileira apenas resistiu à “era Paulo Guedes”, que, segundo ela, falhou em estimular a inovação e a competitividade e chegou a colocar em risco o mercado de compras governamentais com uma política externa “entreguista”.

A ministra defendeu que o novo ciclo é sustentado por uma vontade política clara, ausente nos anos anteriores. “A indústria tem um papel histórico a cumprir no desenvolvimento econômico e social e não podemos perder mais tempo. […] O que faltou nos últimos anos foi decisão política para incentivar o investimento e a produção. E é esta vontade política que não falta agora por parte do governo do presidente Lula”, garantiu.

Emprego, juventude e mulheres

Entre os dados positivos ressaltados, Gleisi Hoffmann deu destaque à geração de empregos: “A indústria brasileira criou mais de 530 mil empregos em 2023 e 2024, e destes, mais de 70% das vagas criadas foram ocupadas por jovens e mulheres. Nenhum argumento parece mais eloquente para comprovar o acerto desta política.”

Ela completou apontando os principais ativos do país para sustentar o crescimento industrial: “As potencialidades são conhecidas: nossa base industrial, de infraestrutura, recursos naturais, energia, nosso imenso mercado interno, as relações comerciais muito amplas, o conhecimento acumulado e o talento de nossos técnicos e cientistas.”

Soberania e reciprocidade

Por fim, Gleisi defendeu que a política industrial deve estar alinhada com um projeto nacional soberano e inclusivo, diferenciado do que classificou como um modelo de prejuízo à indústria e à população. “Exemplo recente de decisão soberana foi a imediata mobilização do presidente Lula com os presidentes da Câmara e do Senado para aprovar medidas de proteção do país diante de ameaças unilaterais ao comércio exterior, que resultou na Lei da Reciprocidade.”

Ela ressaltou ainda que o fortalecimento do mercado de consumo interno e a valorização dos salários são motores fundamentais para o avanço da indústria. “A desigualdade social é seu maior adversário. A indústria só é capaz de se desenvolver plenamente em um país em que a população compartilha do crescimento econômico.”

Com informações do Brasil 247

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