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De proteínas e laticínios a frutas e vegetais: veja alimentos que Israel proíbe em Gaza

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Fome induzida pelo governo Netanyahu mata mais três palestinos, enquanto israelenses protestam por volta de prisioneiros

O Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza afirma que Israel está bloqueando a entrada de 430 tipos de alimentos básicos necessários para crianças, doentes e famintos, ao mesmo tempo a fome se agrava na região. Com as proibições, a pouca comida permitida na terra palestina se resume a farinha.

A agência do governo afirmou que a lista de itens proibidos inclui ovos, carne vermelha, aves, peixes, queijos, laticínios, frutas, vegetais, suplementos nutricionais, nozes e outros suplementos necessários para gestantes e pacientes. Ela enfatizou que Gaza precisa de mais de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia para atender as necessidades básicas dos 2,4 milhões de habitantes, mas chegam menos de 100.

“Consideramos a ocupação e seus aliados totalmente responsáveis ​​pela catástrofe humanitária”, afirmou o Gabinete de Imprensa, apelando às Nações Unidas e à comunidade internacional em geral para que tomem medidas urgentes para abrir as passagens e garantir o fluxo de alimentos, fórmulas infantis e medicamentos para Gaza.

Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde de Gaza registrou três mortes relacionadas à fome, elevando para 303 o número total de pessoas que morreram de inanição desde 7 de outubro de 2023, incluindo 117 crianças. No mesmo período, pelo menos 75 palestinos, incluindo 17 pessoas em busca de ajuda humanitária, também foram mortos em ataques israelenses, informou o ministério.

Trégua?

Enquanto palestinos morrem de fome, centenas de manifestantes israelenses pedem, nesta terça-feira (26), o fim do genocídio em Gaza visando o retorno dos prisioneiros. O protesto ocorre antes de uma reunião do gabinete de segurança que pode abordar a retomada das negociações para uma trégua no território palestino. A ação bloqueou ruas em Tel Aviv, onde os participantes exibiram bandeiras israelenses e fotografias dos reféns.

A imprensa israelense informou que outras manifestações foram organizadas perto da sede da embaixada dos Estados Unidos na cidade e diante das residências de vários ministros em todo o país. Muitos parentes de prisioneiros acusam o governo de Benjamin Netanyahu de sacrificar os capturados para obter vantagens políticas.

Antes, o Hamas anunciou que aceitava uma nova proposta de trégua apresentada pelos mediadores (Egito, Catar e Estados Unidos), que contemplava a libertação gradual de prisioneiros ao longo de 60 dias em troca da libertação de prisioneiros palestinos em Israel. O governo Netanyahu ainda não disse se aceita o acordo.

Na segunda-feira, bombardeios israelenses atingiram um hospital em Gaza e mataram pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas. A Organização das Nações Unidas (ONU), ONGs e potências mundiais, incluindo aliados de Israel, expressaram grande choque com o ataque.

Netanyahu disse lamentar o que chamou de um “acidente trágico”. O Exército israelense ordenou uma investigação sobre o bombardeio. Os ataques de Israel em Gaza já mataram quase 200 profissionais da imprensa em 22 meses, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas e a organização Repórteres Sem Fronteiras. O genocídio israelense já matou mais de 62,7 mil palestinos desde outubro de 2023.

Editado por: Monyse Ravenac

*Com informações da Brasil de Fato

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