No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, indica que os preços de bens e serviços subiram 0,20% em janeiro.
Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta terça-feira (27/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação dezembro de 2025, quando o índice registrou alta de 0,25%, houve uma queda de 0,05 ponto percentual.Play Video
O IPCA-15
- O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
- O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
- A próxima divulgação será no dia 27 de fevereiro.
Destaques IPCA-15
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro a 14 de janeiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025 (base).
Do total de nove grupos pesquisados, sete tiveram altas que variaram de 0,05% (educação) a 0,81% (saúde e cuidados pessoais). As únicas retrações vieram de habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%).
O maior impacto positivo veio do grupo de saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,81% no período, com destaque para a elevação nos preços de artigos de higiene pessoal, que tiveram elevação de 1,38% e plano de saúde, que subiu 0,49%.
Também impactou na aceleração da inflação o grupo de comunicação, cujos preços tiveram alta de 0,73%. O item aparelho telefônico puxou a elevação, com variação de 2,57% no mês.
Os preços do grupo alimentação e bebidas, que representa o maior peso no cálculo da inflação, tiveram aceleração de dezembro para janeiro. O indicador foi de 0,13% para 0,31% no período. A alta foi puxada pelos seguintes itens:
- tomate (16,28%)
- batata-inglesa (12,74%)
- frutas (1,65%)
- carnes (1,32%)
Ainda no grupo de alimentação e bebidas, também houve retrações, casos do leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%).
Variação de cada grupo em janeiro:
- Alimentação e bebidas: 0,31%
- Habitação: -0,26%
- Artigos de residência: 0,43%
- Vestuário: 0,28%
- Transportes: -0,13%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,81%
- Despesas pessoais: 0,28%
- Educação: 0,05%
- Comunicação: 0,73%
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4%.
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
Com informações do Metrópoles
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