As investigações apontam para irregularidades em contratos firmados para o fornecimento de medicamentos e insumos médicos à rede pública
A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta terça-feira (27/1), ampla operação no Rio Grande do Norte para apurar suspeitas de fraudes em contratos da área da saúde e possíveis desvios de recursos públicos envolvendo prefeituras do estado.
Um dos principais alvos é o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), além de outros gestores municipais e agentes públicos. Ao menos seis prefeituras são investigadas, como São Miguel, Serra do Mel, José da Penha, Tibau e Paraú.
A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e resultou no cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes municípios potiguares.Play Video

As buscas ocorreram em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Ao todo, 35 mandados foram executados no estado.
As investigações apontam para irregularidades em contratos firmados para o fornecimento de medicamentos e insumos médicos à rede pública.
Empresas sediadas no Rio Grande do Norte teriam atuado junto a administrações municipais de diferentes regiões do país, com indícios de superfaturamento, falhas na execução contratual e pagamentos por produtos que não teriam sido entregues.
Relatórios de auditoria da CGU identificaram inconsistências recorrentes, como fornecimento de materiais fora das especificações previstas em contrato e preços acima dos valores de mercado.
A apuração também investiga a atuação de empresários e intermediários no esquema.
Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie na residência de um dos sócios de empresa investigada. O valor não foi divulgado.
Os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitações, desvio de recursos públicos e outras infrações contra a administração pública. A operação segue em andamento, e novas medidas não estão descartadas.
O outro lado
Por meio de nota, a defesa do prefeito Allyson Bezerra afirmou que não há elementos que o vinculem pessoalmente aos fatos apurados.
Os advogados ressaltaram que ele colaborou com as autoridades, não foi afastado do cargo e que a investigação envolve contratos firmados por diferentes municípios.
A defesa afirmou ainda que a apuração deve comprovar a regularidade da conduta do gestor.
Com informações do Metrópoles
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