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Bolsonaro tentou usar viagem aos EUA para travar ação que pede sua inelegibilidade

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou de uma festa pelos 243 anos da independência dos Estados Unidos. A celebração foi realizada na embaixada norte-americana em Brasília. Bolsonaro chegou ao local acompanhado da mulher, Michelle Bolsonaro, e dos ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sergio Moro (Justiça) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Quem recebeu a delegação brasileira foi o encarregado de negócios da embaixada, Willian Popp. Brasilia, 03-07-2019Foto: Sérgio Lima/PODER 360
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O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou usar a viagem dele aos Estados Unidos para travar o andamento de uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pode declará-lo inelegível, segundo informações da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Os advogados do ex-capitão buscaram evitar que ele fosse notificado formalmente do processo em que é acusado de abuso de poder político pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em outubro do ano passado, logo após o primeiro turno, Bolsonaro recebeu cantores sertanejos e governadores no Palácio do Planalto e no Alvorada para agendas de tom eleitoral.

A ação também foi protocolada no final de outubro, entretanto, quando o TSE foi notificar o ex-mandatário sobre o processo, ele já estava fora do país. Vale destacar que, sem a notificação, o processo não pode prosseguir. Esse é um dos 16 processos que pedem a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Diante disso, o relator do caso, Benedito Gonçalves, decidiu enviar a notificação para o endereço pessoal de Bolsonaro, no condomínio Vivendas da Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro. Gonçalves considerou Bolsonaro notificado, uma vez que a papelada foi recebida pelo porteiro.

O time jurídico capitaneado pelo ex-ministro do TSE Tarcísio Vieira de Carvalho pediu que a notificação fosse cancelada, no entanto, Benedito Gonçalves não aceitou.

“A citação realizada pelo correio, recebida por funcionário do condomínio, é plenamente válida. Não há informação de que o investigado deixou de ter domicílio civil no local, tanto que a própria defesa aponta que ele se encontra cumprindo agenda profissional”, escreveu o ministro.

O Código de Processo Civil prevê que nos condomínios “será válida a entrega do mandado a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência”. O ministro também considerou que o ex-capitão havia sido notificado formalmente, já que a própria defesa de Bolsonaro tomou conhecimento do processo e pediu seu arquivamento.

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