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Ex-diretor da PRF confirma operação no pleito de 2022 mas nega direcionamento de blitze ao Nordeste

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Djairlon Moura afirmou ao STF que a fiscalização de ônibus também ocorreu em estados como São Paulo, Goiás, Minas e Rio de Janeiro

247 – O ex-diretor adjunto de inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Djairlon Henrique Moura, declarou nesta terça-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve qualquer direcionamento regional nas operações da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Segundo ele, a fiscalização de ônibus e veículos de transporte de passageiros não foi concentrada no Nordeste, como apontam investigações da Polícia Federal.

De acordo com a Folha de S. Paulo, no depoimento prestado como testemunha no processo que apura a tentativa de golpe articulada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, Moura disse que as operações ocorreram em todo o país. “De forma alguma [houve direcionamento]. Outro assunto que houve na reunião foi um pedido de apoio entre as instituições, entre a PRF e a PF, naqueles locais onde a PF teria dificuldade de chegar rapidamente. A equipe que estivesse mais próxima poderia evoluir para aquele local até que a PF chegasse. Isso por todo o Brasil. Não houve direcionamento por região”, afirmou.Play Video

O delegado foi arrolado pela defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Moura é um dos investigados pela Polícia Federal sob a acusação de dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de blitze rodoviárias, especialmente no segundo turno da eleição presidencial.

Durante o depoimento, o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, questionou a ausência de coerência entre as falas. “Há algumas contradições. Ele disse que o pedido foi para o país todo, mas há uma testemunha que disse que ele solicitou um apoio específico”, pontuou o magistrado.

Moura respondeu afirmando que não participou da reunião mencionada, mas confirmou que houve solicitação de operação feita por Silvinei Vasques, então diretor-geral da PRF. Segundo ele, a partir desse pedido, foi estruturada uma operação entre os dias 21 e 27 de outubro, com o objetivo de fiscalizar o transporte irregular de pessoas e valores que poderiam configurar crime eleitoral, em período anterior ao segundo turno.

Outro depoimento colhido nesta terça-feira foi o de Saulo da Cunha, ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele relatou ter emitido alertas, entre os dias 2 e 8 de janeiro de 2023, sobre movimentações atípicas de grupos em direção a Brasília, com potencial risco à segurança institucional.

“Destaca-se a convocação por parte de organizadores de caravanas para o deslocamento de manifestantes, com acesso a armas e intenção manifesta de invadir o Congresso Nacional. Outros edifícios na Esplanada dos Ministérios também poderiam ser alvo de ações violentas. Esse alerta foi emitido”, declarou Saulo, de acordo com a reportagem.

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