Presidente esteve junto à comunidade no centro da capital paulista para garantir R$ 180 mil para cada família poder comprar um imóvel e R$ 1 mil mensais para o aluguel provisório

Presidente Lula durante visita à comunidade da Favela do Moinho, na região central da capital paulista
Na tarde desta quinta-feira (26) o presidente Lula esteve na Favela do Moinho, na região central da capital paulista, para anunciar e assinar uma solução habitacional para as 900 pessoas que lá residem atualmente.
Com essa medida, o Governo Lula vai garantir R$ 180 mil para cada família poder comprar um imóvel e R$ 1 mil mensais para o aluguel provisório, enquanto as novas casas não forem adquiridas. Para a compra dos novos imóveis, o governo estadual paulista vai contribuir com R$ 70 mil, somando R$ 250 mil.
Naquele local, o governo estadual pretende construir um parque. Para tanto, houve tentativas recentes de desalojar as famílias, com ações policiais que, segundo denúncias de representantes da comunidade e de registros da imprensa, envolveram violência.
“Por mais que seja bonito um parque, ele não pode ser feito às custas do sofrimento de um ser humano”, disse Lula, dirigindo-se à comunidade, reunida em um pequeno campo de futebol no centro da favela. “É importante que as pessoas que querem visitar esse parque e brincar e passar domingo nesse parque, não venham pisotear sangue de pobres que aqui foram agredidos. [Nós] vamos fazer com decência e com muita dignidade”, completou o presidente.
O imóvel, originalmente da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), teve longo histórico de discussão judicial sobre a dominialidade, que só foi encerrada em 2021, tornando-se de domínio público federal. Em maio, uma comissão interministerial foi ao local, ouviu moradores, mapeou a situação e esclareceu dúvidas sobre a Compra Assistida e a destinação da área. A União reconheceu as condições de precariedade das moradias atuais e os riscos a que as famílias estavam expostas.
Antes de falar ao público, que estava reunido no campo de futebol, Lula visitou casas e conversou com moradores e lideranças comunitárias.
Segundo afirmou o presidente, o Governo Federal só vai efetivar a transferência do terreno quando o acordo com as autoridades estaduais estiver cumprido e condições dignas de mudança de endereço dos moradores estiveram garantidas.
“Quando estiver tudo pronto, tiver certa casa que vocês vão comprar, tiver certo aluguel que você tem que pagar antes do apartamento de vocês saírem, aí a gente faz a cessão definitiva para o governo do Estado”, disse Lula.
Violência policial
A líder comunitária Flávia da Silva, que falou em nome dos moradores, disse que ela e seus vizinhos “apanharam”, referindo-se à violência policial, mas que venceram. “A repressão policial que a gente passou aqui, a opressão. Não houve diálogo, houve agressão”, disse ela, completando que “a polícia que o Tarcísio [de Freitas, governador] mandou aqui não foi para nos defender”. Segundo Flávia, “foi por isso que a gente pediu ‘socorro, presidente Lula’, senão a gente ia ser massacrado aqui dentro”.
Com informações: PT Org
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