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MST divulga Carta Compromisso e quer lançar candidaturas nas eleições de outubro

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Movimento social comemorou 40 anos neste sábado, em evento que reuniu militantes, lideranças políticas e ministros do governo Lula

MST realiza ato comemorativo dos seus 40 anos
MST realiza ato comemorativo dos seus 40 anos (Foto: Priscila Ramos )

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou neste sábado (27) a “Carta Compromisso do MST com a Luta e o Povo Brasileiro”. Divulgada ao final da reunião da Coordenação Nacional do Movimento, a carta foi apresentada durante o ato político em comemoração aos 40 anos da organização, realizado hoje na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP).

“Nestas quatro décadas, enfrentamos inúmeras tentativas de criminalizar a luta social. Nenhuma organização sofreu tantas ameaças de Comissões de Parlamentares pelas forças conservadoras”, diz a Carta. O documento lembrou a CPI do MST, realizada ano passado com apoio da bancada ruralista e da extrema-direita bolsonarista.

A carta reafirma o apoio do MST ao governo Lula, mas também adota tom de cobrança, no seguinte trecho:

“Nos preocupamos que o primeiro ano do governo Lula terminou com o mesmo número de famílias acampadas do início do seu mandato. As possibilidades para resolver esse passivo são muitas, desde que haja determinação do governo em enfrentar a grilagem e a concentração agrária que historicamente marcou a estrutura fundiária brasileira.

Isso exige ainda um orçamento para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e para o INCRA que seja capaz de retomar as políticas públicas para a reforma agrária em 2024, e que tenha condições reais de estruturar e fortalecer a organização daqueles e daquelas que produzem alimentos saudáveis, zelam pela natureza e promovem justiça social”.

O evento

A comemoração pelos 40 anos do MST, realizada neste sábado (27), em Guararema (SP), contou com a presença de lideranças políticas e reuniu cerca de mil pessoas.

Quatro ministros do governo participaram. Foram eles, Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e Luiz Marinho (Trabalho).

Antes do ato político foi realizada uma coletiva sobre os 40 anos do MST, com Ceres Hadich, da direção nacional, e Jaime Amorim, da coordenação nacional do movimento. “Apesar da direita e de parte da imprensa nos chamarem de invasores, na verdade é o contrário. Quem sempre invade é o latifúndio”, disse Amorim.

Ele também afirmou que o movimento irá lançar candidaturas no próximo ano. “Precisamos ter representantes nas Câmaras Municipais e fazer a disputa com o fundamentalismo evangélico nos municípios”. Um dos nomes já sedimentados para enfrentar a disputa municipal é o de Rosa Amorim para a prefeitura de Caruaru, em Pernambuco. Hoje, Amorim é deputada pelo PT no estado. 

Com informações do Brasil 247

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