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Master: PF abre inquérito para apurar contratação de influenciadores contra o BC

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Investigadores fizeram análise preliminar das postagens e identificaram possíveis crimes. Ataques nas redes ocorrem em meio à liquidação do Banco Master

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central após o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master. O processo foi autorizado pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Os conteúdos disseminados nas redes teriam como objetivo defender a empresa de Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras. 

A apuração da PF indica que o Banco de Brasília (BRB) realizou operações consideradas irregulares com o Master numa tentativa de dar fôlego à instituição, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março deste ano, mas o negócio acabou vetado pelo BC.

Os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite afirmaram publicamente ter recebido propostas para postar em seus perfis discursos em defesa do Master. A PF fez uma análise preliminar das postagens e identificou possíveis crimes. Ao Supremo, justificou que a abertura do inquérito é para apurar se houve uma ação orquestrada — e paga — contra o Banco Central. 

Com a abertura do inquérito, a Polícia Federal poderá tomar depoimentos, analisar mais profundamente postagens e conteúdos que circularam nas redes sociais sobre o caso. A defesa de Daniel Vorcaro nega a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. 

Depoimentos

Nesta semana, a corporação desmarcou três depoimentos, que estavam agendados para ontem (27), de investigados no inquérito sobre as supostas irregularidades na proposta de compra do banco pelo BRB. As defesas alegaram que não tiveram total acesso aos autos do processo, além da falta de tempo hábil para analisar o material. Entre as oitivas, estava prevista a do ex-sócio da instituição financeira, Augusto Ferreira Lima, uma das mais aguardadas pelos investigadores.

De acordo com advogados, a PF fez uma consulta para saber se os investigados estariam dispostos a falar nos depoimentos ontem. Como foi informado que não tiveram acesso a todos os documentos do processo, e que poderiam não prestar esclarecimentos, teria sido cancelada a programação. 

Também foram canceladas as oitivas de Robério Cesar Bonfim Mangueira, que ocupava o cargo de superintendente de Operações Financeiras do BRB; e de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Master. Foi mantido apenas o depoimento de Luiz Antonio Bull, que ocupava a função de diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do banco. 

Na segunda-feira (26), apenas um dos quatro prestou esclarecimentos: Dário Oswaldo Garcia Junior, ouvido por uma hora. Dois executivos — Henrique Peretto e André Felipe Maia — faltaram e um — Alberto Felix de Oliveira — optou por permanecer em silêncio. As defesas sustentam que o tempo para analisar o processo foi insuficiente, o que levou a delegada do caso, Janaína Palazzo, a cancelar parte da programação para evitar nulidades.

Com informações do Correio Braziliense

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